África do Sul: Familiares pedem reabertura de caso de angolano morto depois de reunir com o adido de imprensa da Embaixada de Angola
África do Sul: Familiares pedem reabertura de caso de angolano morto depois de reunir com o adido de imprensa da Embaixada de Angola
Anto

Os familiares de um cidadão angolano [de nome João Gaspar Neto] foi encontrado morto na via pública em 2008, na capital sul-africana, quando foi ao encontro de um diplomata da Embaixada de Angola na África do Sul, estão em vias de solicitar a reabertura do processo para que a verdade material venha a tona.

Na altura, imputou-se a responsabilidade ao então Adido de Imprensa, António dos Santos Nascimento, na foto, com quem o falecido teria, presumivelmente, saído na noite anterior. A Embaixada de Angola em Pretória tudo fez para que o caso fosse abafado.

O caso remonta em Dezembro de 2008, quando o malogrado João Neto – que se encontrava em tratamento médico naquele país – recebeu uma chamada telefónica para um encontro marcado, por volta das 21h, com alguém que, segundo o filho do malogrado, supõe ser um diplomata angolano, António dos Santos Nascimento, que na altura exercia as funções de Adido de Imprensa.

Antes de desaparecer, a vítima enviou mensagem a um amigo, dizendo que iria ao encontro de António Nascimento para tratar de assuntos relacionados à eleição deste diplomata para a posição de primeiro secretário do MPLA em Pretória.

Três dias depois, o corpo de João Gaspar Neto apareceu sem vida com sinais de agressões na zona de Centurian, arredores de Pretória. A polícia sul-africana abriu um processo de investigação sob o n.º 2263/08.

A família tentou localizar o Adido de Imprensa que esteve, pela última vez, com o malogrado, mas sem sucesso. Por sua vez, a Embaixada angolana na África do Sul, na altura, dirigida por Miguel Neto, havia comunicado que António dos Santos Nascimento, viajaria para Luanda na manhã daquele mesmo dia em que o corpo – sem vida – foi encontrado na rua.

O assunto deu azo às acusações mútuas. A família do malogrado acusou a embaixada de não ter cooperado com as autoridades locais em apresentar António dos Santos Nascimento, a fim de prestar as devidas declarações o que terá acontecido.

Familiares que, na altura, foram ouvidos pelo Club-K, disseram que, um ano depois, elementos da embaixada angolana teriam transmitido a alguns membros da família informações de que João Gaspar Neto era próximo a segurança de Estado e que teria se desalinhado. Razão pela qual, as autoridades sul-africanas não deram sequência às investigações a pedido de Luanda.

Sob o título “O Camarada Gaspar Neto foi vítima de uma luta de vaidades”, Nelo de Carvalho, um engenheiro angolano radicado no Brasil, escreveu no seu blog que “os suspeitos do desaparecimento misterioso de João Gaspar Neto não foram revelados nem formalizados pelas as autoridades sul-africanas”, augurando que o assunto foi resolvido com êxito e rapidez.

Nascido em Icolo e Bengo, Luanda, a 02 de Janeiro de 1955, o cidadão João Gaspar Neto era quadro do Gabinete do Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK).

Com/Club-K

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