Altas patentes dos serviços de segurança consideram a auto-promoção do general Miala como conspiração contra o Chefe de Estado
Altas patentes dos serviços de segurança consideram a auto-promoção do general Miala como conspiração contra o Chefe de Estado
JL e miala

Altas patentes dos serviços de segurança do Estado angolano manifestam forte preocupação com a circulação recorrente de vários textos, vídeos e outros conteúdos mediáticos, atribuídos a uma equipa próxima do general Fernando Garcia Miala, que visam exaltar a sua imagem e projectá-lo como alternativa ao Presidente da República, João Lourenço.

Segundo fontes da contra-inteligência, estas acções configuram uma estratégia continuada de auto-promoção política.

As mesmas fontes consideram que tais práticas violam princípios fundamentais que regem a actividade dos serviços de segurança do Estado, nomeadamente a neutralidade política, a lealdade institucional e a subordinação ao Chefe de Estado.

Apesar de já ter sido aconselhado por figuras experientes do aparelho do Estado, o general Miala, que sempre ambicionou o cargo de Presidente da República, insiste em iniciativas interpretadas como actos de conspiração contra João Lourenço.

No seio dos serviços circulam acusações de que Miala terá colocado em marcha um plano para mobilizar músicos, artistas e jornalistas de grande visibilidade, tendo desembolsado mais de 1.700.000,00 Kwanzas para financiar conteúdos destinados a exaltar os seus feitos e influenciar o núcleo duro do MPLA.

Neste contexto, é apontado o músico Big Nelo, seu afilhado, como gestor de um fundo superior a 800 milhões de Kwanzas, responsável pela mobilização de artistas como Matias Damásio, Tsunami, Jéssica Pit Bull e Yannick Afroman, este último particularmente activo nas redes sociais.

Um membro do SINSE, falando sob anonimato, descreve a situação interna como “um verdadeiro acto de ficção”, enquanto um quadro sénior do Palácio Presidencial afirma que Miala não aprendeu com os erros do passado e que esta insistência poderá custar-lhe caro.

Para altas patentes da segurança do Estado, estas acções representam um grave risco institucional e uma afronta à disciplina e à estabilidade que devem nortear a República de Angola.

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