Alves Simões expõe buraco financeiro de 2,4 biliões de kwanzas deixado por Artur de Almeida e Silva na FAF
Alves Simões expõe buraco financeiro de 2,4 biliões de kwanzas deixado por Artur de Almeida e Silva na FAF
artur e alves

O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Alves Simões, revelou esta sexta-feira, em Luanda, ter herdado uma dívida colossal de 2 biliões e 428 milhões de kwanzas deixada pela gestão anterior de Artur de Almeida e Silva.

A revelação foi feita durante uma conferência de imprensa que assinalou os primeiros 100 dias de mandato de Simões à frente da instituição.​

No evento, realizado na sede da FAF, na Urbanização Nova Vida, Simões informou que já foram pagos 183,6 milhões de kwanzas, correspondentes a apenas 8% do passivo total. O montante ainda por liquidar ascende a 2 biliões e 244 milhões de kwanzas, representando 92% da dívida.​

Alves Simões disse ter encontrado uma realidade financeira desafiante. “Encontrámos uma realidade financeira desafiante, com um passivo elevado e compromissos acumulados”, afirmou Simões, prometendo implementar medidas rigorosas de controlo financeiro para restaurar a estabilidade da federação.​

A situação é agravada pelo histórico do presidente cessante, Artur de Almeida e Silva, que, em Maio de 2015, foi condenado pelo Tribunal Provincial de Luanda a uma pena suspensa de dois anos de prisão por envolvimento num esquema de furto doméstico que resultou no desvio de um bilião de kwanzas da conta bancária da UNITEL, uma das principais empresas de telecomunicações de Angola.​

O caso, identificado pelo processo n.º 927/12 e julgado na 7.ª Secção da Sala dos Crimes Comuns, teve origem em 2012, quando se verificou a transferência ilícita do montante.

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