André do Rap: Traficante brasileiro procurado pela Interpol se esconde em Angola
André do Rap: Traficante brasileiro procurado pela Interpol se esconde em Angola
André do Rap

Está a ser motivo de enorme preocupação, informações indicando que um dos mais procurados traficantes de droga do Brasil, terá se refugiado em Luanda. Trata-se de André de Oliveira Macedo, mais conhecido por “André do Rap”, de 46 anos, que está a ser procurado pela Interpol, a pedido da Polícia Federal Brasileira, por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

André do Rap é considerado um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do Brasil, liderada pelo traficante Marcos William Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola.

Na hierarquia do grupo, André do Rap é o número dois, sendo o responsável pelas operações de logística. O número três do PCC, que também estava foragido, foi preso em Moçambique em Abril de 2020, após 21 anos em fuga.

As alegações sobre a presença de André do Rap em Angola baseiam-se em testemunhas que afirmam tê-lo visto na capital angolana em pelo menos duas ocasiões, uma delas na zona do Morro dos Veados. Também há revelações de que a presença de André do Rap em Angola teria sido comunicada, por parceiros locais do traficante, a uma importante figura ligada ao regime angolano, possivelmente em busca de protecção.

O traficante brasileiro está foragido desde outubro de 2020, depois de ter sido solto por Habes Corpus emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. Entretanto, a Justiça Federal Brasileira emitiu um mandado de prisão contra ele em 2022.

Na época, fontes do Ministério Público de São Paulo e investigadores policiais, citadas pela imprensa brasileira, teriam considerado como “alta” a possibilidade de André do Rap estar no Paraguai.

O Paraguai é um destino comum para criminosos brasileiros que querem fugir da Justiça, pois tem uma fronteira extensa e porosa e pouco vigiada com o Brasil, além de uma legislação mais branda para a extradição. O Paraguai é um dos principais, se não o principal, fornecedores de maconha para o Brasil e um ponto de passagem para a cocaína que vem da Bolívia e do Peru.

De acordo com fontes consultadas pelo Club-K, além de ser um refúgio para traficantes brasileiros, o Paraguai é frequentemente usado para confundir investigadores e a imprensa quanto à localização desses criminosos.

O PCC foi fundado em 1993 como uma organização criminosa voltada para a defesa dos direitos dos presos e a melhoria das condições no sistema prisional de São Paulo. Com o tempo, a facção expandiu suas atividades para além dos presídios, tornando-se uma das maiores organizações criminosas do Brasil, envolvida em tráfico de drogas, controle de prisões, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Em maio de 2021, uma reportagem do jornal “EL PAIS” revelou que o PCC estaria ampliando a sua presença na África, incluindo Moçambique, África do Sul e Angola, onde recrutaria angolanos para actuar como mulas no transporte de drogas para outros países.

Em março deste ano, a ONU divulgou um relatório global sobre cocaína de 2023, reiterando que organizações criminosas do Brasil estariam expandindo as suas rotas de transporte para países lusófonos, como Angola, Moçambique e Cabo Verde.

Angola, como qualquer outro país, é considerado um território vulnerável para traficantes brasileiros procurados pela Interpol, devido a fatores como a corrupção e a ausência de acordos de extradição. A falta desses acordos pode dificultar o processo de repatriação de criminosos para enfrentar a justiça nos seus países de origem.

A ausência de acordos de extradição com o Brasil e outros países de origem dos criminosos procurados pode complicar o processo de repatriação desses indivíduos para enfrentar a justiça nos seus países de origem.

As investigações da Polícia Brasileira que procuram pelo traficante André do Rap em África, em especial Angola, podem vir a ser alvo de reservas, estas quanto à seriedade das autoridades angolanas, visto que no início do ano nomearam um alto responsável do Serviço de Investigação Criminal (SIC), o comissário Fernando Manuel Bambi Receado, cuja idoneidade foi posta em causa por um elemento que no passado andou no crime, de nome Eugenio Quintas “Man Gena”.

“Man Gena”, que se apresentou como um antigo membro de uma gangue, e que agora terá se rendido a Deus, falou nas redes sociais, do que sabe, a partir de Moçambique onde buscou por refugiu. Alegou que o diretor geral-adjunto do SIC, Fernando Receado, é “amigo” dos barões da rede do narcotráfico que operam em Angola, explicando como os altos responsáveis da polícia tomam proveito pessoal das drogas apreendidas em Luanda.

Envolveu também o nome do ministro do Interior, general Eugénio César Laborinho, como a entidade que protege o director geral adjunto, Fernando Manuel Bambi Receado.

Apesar de as autoridades angolanas nunca se terem pronunciado sobre as graves denúncias de Man Gena contra Fernando Receado, as mesmas ainda carecem de confirmação oficial.

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