Angola: Activistas condenados por ultraje a João Lourenço sem alimentação há 5 dias
Angola: Activistas condenados por ultraje a João Lourenço sem alimentação há 5 dias
Cadeiaaa

Os quatro activistas – nomeadamente, Adolfo Campos, Tanaice Neutro, Gildo das Ruas e Abrão Pensador – condenados a dois anos e cinco meses de prisão efectiva, pelos crimes de ultraje e injúrias ao Presidente da República a 20 de Setembro, pelo Tribunal de Comarca de Luanda, estão há cinco dias sem alimentação.

O advogado manifesta-se preocupado com a situação carcerária dos activistas por estarem sem comer desde que foram detidos, quando tentavam participar na manifestação contra restrições do Governo Provincial de Luanda a mototaxistas.

Zola Bambi acusa o Serviço de Prisional de impedir, há mais de cinco dias, a entrega de comida aos condenados. De acordo com o causídico, a defesa já se desdobrou em diligências para saber das razões que estariam na base desta proibição, mas, até agora, não obtive nenhuma reposta do serviço prisional angolano.

“Desde o dia 16 que foram detidos, esses activistas até à data presente não tiveram a oportunidade de ingerirem algum alimento, mesmo no dia da audiência, nada se fez e até agora não chegou a eles alimento, muito menos, também se criou condições para que lhes cheguem com segurança”, lamentou Zola Bambi.

Em resposta, Menezes Cassoma, porta-voz do Serviço Prisional, diz não ser verdade acusações do advogado, alegando que são os familiares dos jovens que se recusam a depositar a comida no guiché da instituição, para posterior distribuição, uma vez que é proibida a entrega direita de comida aos reclusos.

“O que se passa é que os parentes queriam entregar de forma direita e as normas rezam que nós temos um guiché, onde é depositada a alimentação com as coordenadas do recluso e local onde ele está internado. Não há proibição na entrega de alimentação, há sim, autorização da entrega de alimentação”, esclareceu o oficial superior do Serviço Prisional angolano.

O porta-voz Menezes Cassoma entende que é falta de colaboração dos familiares dos activistas com os agentes em serviço no estabelecimento prisional de Viana, que tentam ignorar as normas existentes em todas as cadeias do país.

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