Angola beneficia de redução de 15% nas tarifas de exportação para os EUA
Angola beneficia de redução de 15% nas tarifas de exportação para os EUA
porto Lua

Angola passa a beneficiar, a partir de 7 de agosto, de uma redução significativa nas tarifas de exportação para os Estados Unidos da América (EUA), que descem de 32% para 15%, no âmbito da nova política comercial norte-americana. A medida foi formalizada por ordem executiva da Casa Branca, no quadro da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA).

A decisão insere Angola num grupo restrito de países africanos com acesso preferencial ao mercado norte-americano, refletindo os avanços da diplomacia económica angolana e os esforços para diversificar a base produtiva nacional.

De acordo com um comunicado da Embaixada de Angola nos EUA, enviado à imprensa nesta sexta-feira, a redução tarifária representa um “alívio significativo” para os operadores económicos, ao permitir maior competitividade dos produtos angolanos no mercado internacional.

Exportações diversificadas

Entre os principais produtos exportados para os EUA estão petróleo, gás natural e diamantes, além de bens alimentares como fuba de bombó, milho, catato, kisaca cozida, cogumelos e manteiga de amendoim — todos enquadrados nos benefícios do programa AGOA.

A nova tarifa deverá impulsionar o agronegócio, a indústria transformadora e outros sectores estratégicos, atraindo investimentos e reequilibrando a balança comercial entre os dois países.

Em 2024, Angola exportou para os EUA o equivalente a 351,8 milhões de dólares, enquanto as importações situaram-se em torno dos 410,2 milhões USD, resultando num saldo favorável aos norte-americanos.

Diálogo diplomático e económico

A medida resulta de um processo de diálogo contínuo entre as autoridades angolanas e norte-americanas, envolvendo os ministérios da Indústria e Comércio, das Relações Exteriores e a Missão Diplomática em Washington, sob coordenação do embaixador Agostinho Van-Dúnem.

Segundo o comunicado, Angola apresentou recentemente os primeiros parâmetros técnicos da sua oferta exportável, numa iniciativa liderada pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, que também remeteu uma carta oficial ao Governo norte-americano reafirmando o interesse em aprofundar o diálogo económico bilateral.

A redução tarifária é considerada uma conquista diplomática importante para Angola, reforçando o compromisso com uma integração mais competitiva nos mercados internacionais e o fortalecimento das relações bilaterais com os EUA.

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