Angola construiu 743 novas unidades de saúde em oito anos
Angola construiu 743 novas unidades de saúde em oito anos
hospitalll

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou esta sexta-feira, em Luanda, que Angola registou avanços significativos no sector da saúde nos últimos anos, com destaque para o reforço dos recursos humanos, a expansão das infra-estruturas sanitárias, o investimento em tecnologias e o aprofundamento da cooperação estratégica.

Ao intervir na abertura do 2.º Simpósio Internacional da Sociedade Angolana de Cuidados Intensivos, subordinado ao lema “Excelência em Medicina Intensiva: Estratégias, Comunicação e Tomada de Decisões”, a governante anunciou que o país ganhou 743 novas unidades de saúde nos últimos oito anos, o que corresponde a uma média anual de 92 infra-estruturas, maioritariamente da rede primária.

Segundo Sílvia Lutucuta, o Executivo tem colocado o sector social, em particular a saúde, no centro das suas prioridades, com a ampliação da rede hospitalar e uma aposta clara nos cuidados de saúde primários como via para garantir o acesso equitativo da população aos serviços essenciais.

Dados apresentados pela ministra indicam que Angola passou de 2.612 unidades sanitárias em 2017 para 3.255 no primeiro semestre de 2025, sendo que cerca de 80 por cento das infra-estruturas construídas neste período pertencem à rede primária de saúde.

Em mensagem alusiva ao Dia da Cobertura Universal da Saúde (CUS), a titular da pasta reafirmou o compromisso do país em acelerar abordagens inovadoras que assegurem o acesso universal aos cuidados de saúde, promovendo o bem-estar da população sem impor encargos financeiros às famílias.

Sob o lema “Protecção Financeira para a Cobertura Universal da Saúde”, o Executivo reafirma a determinação em garantir que todos os cidadãos, em qualquer ponto do território nacional, tenham acesso aos serviços de saúde de que necessitam, com a devida protecção financeira.

Sílvia Lutucuta sublinhou que o desafio do acesso universal à saúde continua a ser global, lembrando estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) segundo as quais cerca de 4,6 milhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a serviços essenciais.

Nesse contexto, destacou que Angola está empenhada em inverter este cenário, apostando fortemente nos cuidados de saúde primários, considerados o meio mais rápido e eficaz para alcançar a cobertura universal.

No domínio dos recursos humanos, a ministra revelou que o sector registou um aumento de 43,6 por cento da força de trabalho desde 2017, estando em curso um amplo projecto de especialização que prevê a formação de cerca de 38 mil profissionais de saúde até 2028.

A governante destacou igualmente os avanços no processo de transformação digital, com a introdução da telemedicina e de plataformas tecnológicas que permitem o registo em tempo real das intervenções de saúde e da logística, contribuindo para ultrapassar barreiras geográficas, reduzir desigualdades e aproximar os cuidados das populações mais vulneráveis.

Sílvia Lutucuta salientou ainda os progressos alcançados na redução das taxas de mortalidade neonatal, infantil e de crianças menores de cinco anos entre 2023 e 2024.

Conforme os dados apresentados, a mortalidade neonatal caiu de 24 para 16 mortes por mil nados vivos, a mortalidade infantil de 44 para 32 por mil e a mortalidade de menores de cinco anos de 68 para 52 mortes, resultados que classificou como “extremamente encorajadores”.

Apesar dos avanços registados, a ministra reconheceu que persistem desafios importantes e sublinhou que o trabalho no sector da saúde deve continuar com o mesmo nível de compromisso e investimento.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido