
O representante do Fundo das Nações Unidas para a População em Angola (UNFPA), Mady Biaye, considerou, na sexta-feira, 15, em Luanda, a gravidez na adolescência uma das causas da elevada taxa de abandono escolar de meninas e da perda de oportunidades económicas das mesmas.
O representante residente do UNFA, que falava no lançamento da associação “Empoderar e Unir“, sublinhou que 75% de adolescentes completam o ensino primário, sendo que apenas 15% terminam o ensino secundário, depois de uma gravidez precoce.
Conforme o responsável, em Angola, 34,5% das meninas adolescentes de 15 a 19 anos começaram a maternidade e 30,3% das mulheres, com 20 a 24 anos de idade, casaram antes dos 18 anos.
Disse também que a cada ano, as meninas adolescentes, entre os 10 a 19 anos de idade, são mães de 20%, dos 1,4 milhões de nascimentos que ocorrem em Angola, correspondendo 290 mil nascimentos por ano.
De acordo com o representante, anualmente adolescentes e raparigas, com idades entre os 10 a 24 anos, são mães de 45%, dos 1,4 milhões de nascimentos no país, perfazendo 650 mil por ano.
“As raparigas estão menos equipadas do que os rapazes para aproveitarem as oportunidades educativas e económicas, o que prejudica a sua participação no trabalho sub-remunerado no sector informal”, sublinhou.
Mady Biaye reafirmou ainda que alcançar a igualdade de género e o empoderamento das mulheres é parte integrante de cada um dos 17 objectivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
“O UNFA trabalha no sentido de assegurar que as raparigas sejam saudáveis, empoderadas e, portanto, mais resilientes nas situações de desenvolvimento e humanitárias”, realçou.
A associação Empoder e Unir visa contribuir para o incentivo e desenvolvimento das mulheres, bem como apoiar projectos e promover debates e intercâmbios com organizações de mulheres nacionais estrangeiras.
in Angop