
O Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa, revelou na última terça-feira, 30 de Julho, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em Luanda, que Angola iniciará ainda este ano a vacinação de crianças com menos de um ano contra a malária. Esta iniciativa segue a aquisição da vacina ‘Serum 21’, fabricada na Índia.
A introdução da vacina contra a malária foi anunciada durante a 23.ª edição da sessão temática sobre o “Programa de Expansão e Melhoria do Sistema Nacional de Saúde“, que visa ampliar o acesso a serviços de saúde e medicamentos de qualidade e contribuir para a redução da mortalidade infantil e materna.
Carlos de Sousa afirmou que o Ministério da Saúde tem mantido contactos contínuos e que as negociações para a implementação da vacina estão a decorrer favoravelmente.
A vacina, fez saber, será administrada em três doses, com um reforço, como parte de uma estratégia abrangente para combater a malária.
Além da introdução da vacina, o Ministério da Saúde delineou várias outras acções para combater a malária, incluindo o alargamento das acções de controlo integrado vectorial nos municípios mais afetados e a formação de entomologistas, ampliando a sua área de actuação para monitorizar entomologicamente os mosquitos.
Para reduzir a mortalidade materno-infantil, estão previstas a distribuição e utilização adequada de redes mosquiteiros com insecticida de longa duração, especialmente para crianças com menos de cinco anos e grávidas. Adiccionalmente, será assegurado um diagnóstico apropriado, confirmado em laboratório, e tratamento conforme os protocolos definidos.
Formação de capital humano
Durante a sessão, o secretário de Estado enfatizou o compromisso contínuo do sector da Saúde na formação de capital humano. A meta é formar mais de 18.019 profissionais de saúde até 2027, incluindo 3204 em especialidades específicas.
Carlos Pinto de Sousa destacou a importância da expansão da formação pós-graduada de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, além do regime regional.
O sector da Saúde também pretende melhorar a informação e o cadastro das instituições, consolidando uma rede nacional de hospitais centrais, provinciais e municipais.
Entre os objectivos do programa está a ampliação do acesso a serviços de saúde de qualidade e medicamentos, o fortalecimento da cadeia de fornecimento de medicamentos e a regulação da indústria farmacêutica.
Novas vacinas
O secretário de Estado também revelou que Angola introduziu sete novas vacinas no seu programa nacional de vacinação, alinhadas com as políticas públicas. Este progresso acompanha a nova classificação do país como de rendimento médio.
Com a concretização dos concursos públicos, prevê-se que o número de médicos aumente de 7395 para 10.800 e o número de enfermeiros de 49.283 para 78.500. Em termos de infraestruturas, o objetivo é aumentar o número de hospitais de 224 para 307 e de centros médicos de 783 para 965.