
O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur de Almeida, afirmou na sexta-feira, 19, em Bouaké, Côte d’Ivoire, que a Selecção Nacional está na prova com um quinto do orçamento solicitado para o efeito.
O responsável sublinhou que apenas na quinta-feira última foi disponibilizado essa parcela, sem referir-se, no entanto, sobre o valor total previsto para que Angola tivesse boa preparação e participação no evento continental, longe de constrangimentos.
Em declarações à Rádio 5, no palco da 34ª edição da prova, Artur de Almeida disse acreditar que as pessoas não têm noção dos sacrifícios que a direcção da FAF se submeteu para a presença dos Palancas Negras na prova.
Explicou que até à data, o órgão reitor do futebol no país viveu de empréstimos e que o estágio de dez dias realizado no Dubai (Emirados Árabes Unidos) ficou menos caro se comparado a realiza-lo em Angola, fundamentalmente porque se tinha de pagar as selecções convidadas para treinar.
Para a fonte, a mudança de Angola de Bouaké para Yamoussoukro, onde às 21 h de dia 23 defrontara o Burkina Faso, complicará ainda mais as contas financeiras da federação.
Recorde-se, recentemente a FAF anunciou o pagamento de prémios de jogos e diárias aos atletas da Selecção Nacional no valor de dez mil dólares americanos para cada um, não se sabendo se a equipa técnica também mereceu a mesma sorte, após vários meses sem o cumprimento de tal pressuposto.
O Campeonato Africano das Nações devia disputar-se em Julho/Agosto de 2023, mas foi transferido pela CAF para Janeiro/Fevereiro de 2024 devido as fortes chuvas naquele período na Côte d’Ivoire.
in Angop