
A ministra da Educação, Luísa Grilo, afirmou esta quarta-feira, em Ndalatando (Cuanza-Norte), que o sistema educativo nacional carece de mais de 60 mil professores para responder adequadamente à procura crescente de serviços de ensino em todo o país.
A declaração foi feita à imprensa no final da cerimónia de lançamento do projecto “Incentivo Financeiro para as Meninas”, uma iniciativa que prevê beneficiar 815 raparigas de 12 Institutos Técnicos Agrários (ITA) em várias províncias.
Segundo a ministra, o défice de professores deve-se ao crescimento da rede escolar, à necessidade de substituição de docentes aposentados ou ausentes, e à pressão crescente nas salas de aula devido à expansão da população estudantil.
Luísa Grilo esclareceu que a resolução deste défice passará por novos concursos públicos de ingresso, afastando a hipótese de reintegrar candidatos aprovados em concursos anteriores mas que não chegaram a ser colocados.
Contudo, indicou que a realização de novos concursos está condicionada pela disponibilidade orçamental, estando em curso negociações com o Ministério das Finanças para o ajuste das quotas financeiras necessárias à admissão de docentes por áreas de formação e disciplinas.
Sem avançar números concretos, a governante reconheceu ainda a existência de um défice significativo de salas de aula, o que contribui para a sobrelotação das turmas e dificulta o processo de ensino-aprendizagem.
“Estamos a trabalhar para melhorar a relação aluno/professor, tanto através da admissão de novos docentes como da construção de novas infra-estruturas escolares”, garantiu a ministra.
Actualmente, Angola conta com cerca de 213 mil professores em exercício, número que, segundo o Ministério da Educação, é insuficiente face às exigências actuais do sistema.