Angola reconhece falhas no arranque dos IV Jogos Africanos da Juventude
Angola reconhece falhas no arranque dos IV Jogos Africanos da Juventude
gustavo da conceicao

O Comité Organizador dos IV Jogos Africanos da Juventude (COJAJ) reconheceu, esta terça-feira, em Luanda, a existência de falhas logísticas e de mobilidade registadas nos primeiros dias da competição, que decorre desde o dia 10 do corrente mês, nas províncias de Luanda e do Bengo.

As declarações foram feitas durante a Assembleia-Geral da Associação dos Comités Nacionais Olímpicos de África (ACNOA), realizada no Museu da Moeda, onde o director executivo do COJAJ, Gustavo da Conceição, assumiu publicamente as insuficiências verificadas na organização do evento.

“Assumo as responsabilidades pelo que, até ao momento, não correu bem na IV edição dos Jogos Africanos da Juventude, dos quais sou coordenador executivo”, afirmou.

O responsável agradeceu ainda o apoio prestado pelos membros da organização e das delegações participantes, sublinhando que as sugestões e propostas apresentadas em momentos críticos têm contribuído de forma significativa para a superação dos constrangimentos.

Gustavo da Conceição assegurou que estão em curso esforços adicionais para melhorar as condições logísticas e garantir uma estadia mais confortável às delegações estrangeiras no país.

Por sua vez, o presidente do Comité Olímpico Angolano (COA), Pedro Godinho, considerou que as falhas registadas são partilhadas por várias instâncias envolvidas na organização, reconhecendo a necessidade de correções.

“Enfrentámos dois grandes constrangimentos. O primeiro prende-se com a limitação de grandes centros de alojamento, tendo em conta que se encontram no país cerca de 2.800 participantes.

A intenção inicial era distribuir as delegações por modalidade, mas enfrentámos resistência das equipas em separar os seus grupos”, explicou.

Pedro Godinho acrescentou que algumas delegações exigiram padrões de alojamento superiores aos inicialmente acordados, apesar de terem visitado, há cerca de dois meses, as unidades hoteleiras disponíveis e estarem cientes das condições oferecidas.

“Há aspetos que podiam ser melhorados e devemos assumir essas falhas. No entanto, também há progressos assinaláveis, sendo que pelo menos metade das modalidades já concluiu as suas provas”, concluiu.

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