Angola regista 3.120 mortes em acidentes rodoviários em 2024
Angola regista 3.120 mortes em acidentes rodoviários em 2024
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A Direcção Nacional de Trânsito e Segurança Rodoviária registou um total de 3.120 mortes resultantes de 3.282 acidentes rodoviários ocorridos em todo o país durante o ano de 2024, anunciou esta quarta-feira, em Luanda, o superintendente-chefe Adriano do Rosário, durante a primeira reunião do órgão, presidida pelo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário Francisco Ribas.

No mesmo período, 16.282 pessoas ficaram feridas, representando um aumento de 1.620 feridos em comparação com 2023, apesar da ligeira redução no número de acidentes (-2.126) e de mortes (-1).

Os atropelamentos foram identificados como a principal causa dos acidentes, contabilizando 4.222 casos, que resultaram em 1.170 mortes e 421 feridos.

A província de Luanda lidera a lista das mais afectadas, com 1.181 acidentes, provocando 491 mortes e 969 feridos, seguida pelas províncias do Huambo, Uíge, Huíla, Benguela, Lunda Norte e Zaire.

O estudo revela que os sábados, entre as 18h00 e 23h00, foram os períodos com maior registo de acidentes, somando 2.880 sinistros, responsáveis por 582 mortes e 3.477 feridos.

Entre as principais causas dos acidentes destacam-se o excesso de velocidade, falta de iluminação nas vias públicas, condução sob efeito de álcool, mau estado das vias, mudança irregular de direcção, má travessia de peões e uso do telemóvel ao volante.

Os motociclistas são apontados como os principais causadores de acidentes, representando 41% dos casos (4.988 indivíduos), seguidos pelos condutores de veículos ligeiros, com 36% (4.399 pessoas), e pelos condutores de viaturas pesadas, que correspondem a 21% dos acidentes (2.604 condutores).

Diante da elevada sinistralidade, o Governo e as autoridades rodoviárias preparam um conjunto de medidas para conter o fenómeno, incluindo a cassação da carta de condução para infratores reincidentes, a revisão das condições físicas e psicológicas dos candidatos a condutores e a reflexão sobre estratégias para reforço da segurança rodoviária.

O balanço reforça a necessidade de maior fiscalização e sensibilização para a adoção de comportamentos responsáveis ao volante, visando reduzir a taxa de sinistralidade no país.

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