
Os sapadores da organização não-governamental britânica The Halo Trust, que operam nas províncias de Huambo, Benguela, Cuando Cubango e Luanda, iniciaram na terça-feira, 3 de Setembro, uma greve para exigir não só melhores condições salariais e de trabalho, mas também a erradicação de práticas racistas dentro da instituição.
O representante da Agência Nacional de Ação Contra as Minas (ANAM) no Bié, Ismael Brito, destacou hoje, quarta-feira, que a greve, cuja primeira fase se estenderá até sexta-feira, 06 de Setembro, poderá ser retomada entre os dias 20 e 25 do mesmo mês, caso a direção da organização não atenda às reivindicações dos trabalhadores.
Entre os pontos mais sensíveis do caderno reivindicativo, apresentado pelo sindicato à direção da The Halo Trust, aquando da realização da assembleia-geral de Setembro de 2023, está a denúncia de práticas racistas que estariam enraizadas na instituição.
Os grevistas também reivindicam a equiparação salarial entre trabalhadores angolanos e expatriados que desempenham funções semelhantes, evidenciando uma clara desigualdade de tratamento.
Para além dessas questões, os sapadores exigem aumento salarial, subsídios de isolamento e de risco, seguro de saúde e de viagem, pagamento de horas extras, redução da carga horária, e melhorias nas condições de alojamento.
A implementação de férias para o pessoal operacional e a capacitação contínua dos trabalhadores também fazem parte das reivindicações.
Ismael Brito sublinhou que o sindicato continua aberto ao diálogo, mas reforçou a urgência na resolução das práticas discriminatórias e na melhoria das condições de trabalho.
A greve afeta todas as áreas de atuação da The Halo Trust em Angola, abrangendo as províncias de Huambo, Benguela, Cuando Cubango e Luanda.