
O ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, disse ontem, quarta-feira, 15, no município da Cela, província do Cuanza Sul, que o país vai deixar de importar milho a partir deste ano, porque os agricultores e as famílias camponesas, contratados pelo grupo “Carrinho”, produzem o suficiente para a alta suficiência alimentar.
O ministro, segundo a Angop, fez esse pronunciamento durante o acto de apresentação do projecto de “Fomento da Agricultura do Sector Familiar” nos municípios da Quibala e da Cela.
António Francisco de Assis referiu que, agora, o grupo “Carrinho” tem no seu controlo mais de cinco milhões de toneladas produzidas localmente, na sua maioria, pelas famílias camponesas do país.
Disse que os agricultores e famílias camponesas têm que ser apoiadas com meios, equipamentos e insumos porque 90 por cento dos produtos consumidos vêm do campo e produzidos por eles.
“Temos que fazer uma aposta séria na produção nacional porque esta a contribuir na alta suficiência alimentar”, disse o ministro, realçando que “atravessamos um momento importante para
mudança da nossa economia, pois o futuro de Angola passa pelo campo”.
Por sua vez, o administrador da “Carrinho Agri”, David Maciel, sublinhou que uma das missões do grupo é de substituir toda importação de matéria-prima usada no processo industrial.
A nível do município da Cela, o grupo “Carrinho Agri”, controla três 1.900 famílias que produzem em 4.960 hectares. Grupo exerce essa actividade em seis províncias do país, designadamente Cuanza Sul, Huíla , Benguela, Bié, Huambo e Malanje.
Quanto ao valor investido no projecto de “Fomento da Agricultura do Sector Familiar”, não foi revelado, disse apenas que o mesmo teve o início há mais de um ano. Estão representados em 51 municípios e controlam cerca de 58 mil produtores e pretendem atingir a 150 mil.