ANIESA: Exonerados antigos “inimigos declarados” de Diógenes de Oliveira
ANIESA: Exonerados antigos "inimigos declarados" de Diógenes de Oliveira
Aniesinha

Três meses após a demissão do jurista Diógenes de Oliveira, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, exonerou na quarta-feira última, em Luanda, os inspectores gerais adjuntos da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), Cristiano Francisco e Domingos Mucumbi, sob a proposta do actual inspector geral, João Fernando Quiúma.

Cristiano Francisco (proveniente da Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas – DNIIAE) e Domingos Mucumbi (proveniente do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado – SINSE) faziam parte da primeira direcção da ANIESA nomeada pelo Presidente da República, João Lourenço, em 2020.

Aquando da saída de Diógenes de Oliveira, em Julho último, os dois inspectores gerais adjuntos foram vistos – por todos – a festejar na sede da ANIESA, gritando aos quatro cantos, na altura, que o demissionário inspector geral era um “intrujão arrogante” que os faziam “vida cara”.

As declarações dos dois responsáveis – Cristiano Francisco e Domingos Mucumbi – foram partilhadas pelos demais inspectores da ANIESA que, no tempo de outra senhora atormentavam os operadores económicos com ameaças e chantagens em troca de valores monetários. Ou seja, faziam vistas grossas às irregularidades dos comerciantes em troca de “mixas”.

Nos últimos dois meses, segundo fontes do Imparcial Press, os exonerados inspectores gerais adjuntos – viciados na mixa – montaram um “task force” que extorquia milhões de kwanzas aos operadores económicos, sob o olhar cúmplice do actual inspector geral, João Quiúma.

Conforme as informações em posse deste jornal digital, o ex-inspector geral adjunto da ANIESA, Cristiano Francisco, está supostamente a responder um processo-crime de “corrupção passiva”, que se encontra sob a alçada da Procuradoria Geral da República, após ter recebido cerca de 40 milhões de kwanzas das mãos de um conhecido empresário.

O Imparcial Press sabe que, durante a gestão de Diógenes de Oliveira na ANIESA, essas práticas de corrupção, que caracteriza o Estado angolano, foram quase banidas – com sucesso – e muitos inspectores foram apanhados pela Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) e detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Nomeação

Ontem, sexta-feira , 27, o ministro da Indústria e Comércio conferiu posse ao novo inspector geral adjunto da ANIESA, Heleno Antunes, que até pouco tempo era responsável do Departamento da Fiscalização naquela instituição.

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