
O chefe de Departamento de Inspecção e Fiscalização das Actividades Económicas da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), Edivaldo Simão, advertiu, na quinta-feira, 22, em Luanda, que os comerciantes que tentarem enveredar pela especulação durante a quadra festiva vão ser responsabilizados criminalmente.
Edivaldo Simão, que liderou o arranque de uma campanha denominada “Quadra Festiva sem Especulação de Preços”, realizada em conjunto pela a ANIESA e o Ministério do Interior, declarou que os serviços que dirige parceiros estão em prontidão para qualquer denúncia da parte dos consumidores e, na eventualidade de detecção de algum caso, vai ser instruído o processo criminal.
Existe especulação de preços, explicou Edivaldo Simão quando o operador económico pratica preços acima da sua margem de lucro, ou seja, aplicando margens superiores a 20 por cento da estrutura de cálculos, o que é condenável perante a lei.
Ainda com relação à especulação de preços, Edivaldo Simão defende que os operadores económicos não têm razões para o fazer, porque, este ano, diferente dos outros, as políticas macroeconómicas do Executivo têm surtido resultados positivos, garantido a estabilidade de preços a nível dos mercados formais e informais.
Esta estabilidade, destacou, Edivaldo Simão esta controlada porque hoje o operador económico tem maior facilidade na aquisição de divisas, facto este que era um dos argumentos mais alegados pelos promotores para encarecer os produtos.
Durante incursões a armazém do mercado do Quilómetro (Km) 30 terreno e o do Calemba 2, o chefe de Departamento de Inspecção e Fiscalização das Actividades Económicas da ANIESA e outros integrantes da campanha fiscalizaram os armazéns de comércio a grosso e a retalho.
“Constatamos que não há registo de especulação de preços, ao contrário, presenciamos que muitos operadores económicos, armazenistas e lojistas, têm em stock produtos suficiente para atender à procura, com maior realce para os bens da cesta básica”, sublinhou Edivaldo Simão, concluindo que, como não há escassez, também não há motivo para haver especulação de preços.
“O fenómeno da especulação de preços, hoje, já não é sentido, fruto das políticas macroeconómicas adoptadas pelo Executivo que tudo fez para que os produtos da cesta básica sejam comercializados a preços baixos”, frisou
Preços variáveis
Os preços dos produtos que, esta semana, foram fiscalizados nos armazéns grossistas adjacentes ao Mercado do 30 quase coincidem com os dos armazéns do Calemba 2, havendo, também, a tendência para se tornarem mais acessíveis num e outro mercado, de acordo com a qualidade.
A título de exemplo, os inspectores constataram que os produtos do Grupo Naval são oferecidos a preços acessíveis: o saco de arroz de 25 quilos de marca Glória está a ser vendido ao preço de nove mil kwanzas, o arroz de marca Garcia custa 7.700 kwanzas, o bidão de óleo de 25 litros de marca OKI 13.300 e a mesma embalagem de marca óleo Hayat custa 13.200 kwanzas.
O bidão de óleo de cinco litros o grupo Naval é oferecido ao preço de 14.700 kwanzas e a caixa de óleo de soja de 12 litros 12.700 kwanzas.
Outros preços, como o do saco de açúcar de 50 quilos da marca BIOCOM, esta a ser comercializado ao preço de 19.100 kwanzas e o saco de farinha de trigo com o Selo Feito em Angola, também de 50 quilos, custa 16.100 kwanzas.
Já nos armazéns do Calemba 2, os preços também variam em baixa e em alta, com o bidão de óleo vegetal de 25 litros de marca Dyanas a custar 12.800 kwanzas, a caixa de óleo de 12 litros da marca RosBien 9.500, o saco de arroz de 25 quilos de marca Leão a 6.900, a mesma quantidade da marca RosBien 8.200 kwanzas, o saco de açúcar de 50 quilos 19 mil, o saco de arroz Nova Vida custa 6.900 e acaixa de massa alimentar a variarem entre 3.400 4.100.
Depois de apurar os preços dos produtos, a equipa liderada por Edivaldo Simão realçou que “os preços estão a ser praticados dentro das margens exigidas por lei”.
in JA