ANIESA recolhe sumo “da morte” Lulu em Cabinda
ANIESA recolhe sumo "da morte" Lulu em Cabinda
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A Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA) anunciou, este domingo, 27, a apreensão de várias quantidades de sumo de marca Lulu de um litro, na empresa ANSEBA, em Cabinda, que se encontravam com data de caducidade vencida e mau estado de conservação e armazenamento.

Durante a operação, segundo a nota da ANIESA, conjunta com o Serviço de Investigação Criminal (SIC) foi detido igualmente o cidadão eritreu Alexandre Textos por alegado envolvimento no crime e será presente ao Ministério Público para ser ouvido.

Curiosamente em Novembro de 2018, crianças de uma creche localizada no distrito do Zango, município de Viana, em Luanda, passaram mal depois de consumirem o sumo «Lulu» durante o período de lanche.

Logo após o sucedido, os petizes foram socorridas pelos técnicos de saúde de uma clínica localizada nas imediações.

O facto – de intoxicação alimentar – originou um alvoroço no seio das educadoras de infâncias e a direcção que abriu um inquérito para se apurar as responsabilidades, uma vez que a culpa não pode morrer solteira.

De recordar que as autoridades angolanas terão ignorado o relatório de um laboratório de análises alemão “Dohler”, datado de 29 de Abril de 2018, em que alerta o consumo de marca de sumos “Lulu”, de acordo com as suas amostras, podem representar ameaça à saúde pública.

Os referidos produtos foram colocados no mercado angolano pela empresa “ERIANGO COMÉRCIO GERAL LDA”, detida pelo empresário eritreu Daniel Berhe Weldeselassie.

As análises, por cromatografia gasosa – espectrometria de massa, efectuadas pelo laboratório alemão, indicam que os sumos “Lulu”, nos sabores “Manga”, “12 frutos” e “Tutti Fruti”, nos formatos de 1 litro, apresentam características as quais são ilegais à luz da legislação actual de Angola e da Comunidade Europeia.

Nas fórmulas dos sumos “Lulu” foram identificados compostos que são conhecidos como conservantes alimentares que, por sua vez, não podem fazer parte da composição de um produto néctar, de acordo com os Decreto-lei 145-2013 em Portugal e “Codex Fruit Juices and Nectars 247-2005”.

Os referidos néctares “Lulu”, para além de incluirem ilegalmente tais conservantes artificiais, não mencionam os mesmos na respectiva lista de ingredientes, razão pela qual, os seus responsáveis, neste caso os gestores da ERIANGO COMÉRCIO GERAL LDA, são acusados de falsear a verdade ao afirmar que é “sem conservantes”, conforme consta na sua embalagem.

Foi também notado que a marca “Lulu” tem igualmente na sua composição uma grande quantidade de vários compostos aromáticos que não derivam da fruta mencionada no rótulo e que não são encontrados na natureza. Esta situação é, tida como igualmente ilegal na justa medida em que não podem ser adicionados aromas a um néctar que não sejam especificamente provenientes da mesma fruta.

De igual forma, a embalagem deste produto encobre essa informação ao afirmar o oposto “sem corantes nem sabores artificiais” (ver pormenor da sua embalagem).

De acordo com uma investigação, vários clientes que terão visitado as instalações industriais onde esta marca é produzida, alegam haver sérios indícios de que a água utilizada na produção não é devidamente tratada e higienizada de acordo com os mais básicos princípios da indústria alimentar.

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