Anselmo Ralph lamenta cenário de caos em Luanda
Anselmo Ralph lamenta cenário de caos em Luanda
Anselmo

O cantor, compositor e produtor angolano Anselmo Ralph, expressou ontem, terça‑feira, nas suas redes sociais, profunda preocupação face ao cenário de caos e vandalismo que toma conta de Luanda desde segunda-feira.

Em sua publicação no Instagram, Ralph afirmou ser impossível permanecer indiferente ao que ocorre com o seu país e seus compatriotas, destacando a grave realidade socioeconómica vivida por muitos angolanos.

“De um lado temos irmãos vivendo abaixo da linha da pobreza, reivindicando o que lhes é devido; de outro, irmãos que suportam calamidades económicas e, de alguma forma, sobrevivem – e ainda geram empregos para outros”, escreveu.

O artista apelou a momentos de reflexão e união: “Para quem realmente crê no Altíssimo, é hora de dobrarmos os joelhos e pedir discernimento e paz para a nação”, uma mensagem que reforça a necessidade de reconciliação num momento de crise.

Anselmo Ralph também lançou um alerta ao atual Executivo, liderado por João Lourenço, afirmando que é imprescindível reconhecer o sofrimento generalizado da população. “Algo precisa ser feito. Não podemos continuar ignorando o sofrimento do povo”.

Para finalizar, concluiu com uma mensagem de fraternidade e fé: “Que compreendamos que ‘irmão não fatiga irmão’, e que Cristo esteja conosco neste momento”.

A manifestação do artista surge num momento delicado para Angola, que o terceiro dia de protestos violentos coincidiram com a greve de três dias (de segunda a quarta-feira) convocada pela Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) contra o aumento do custo de combustível e a subida do preço de taxis.

Dados oficiais divulgados pelo porta-voz do Comando-Geral da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues, registam até o momento quatro mortes confirmadas e mais de 500 detenções.

No entanto, vídeos e relatos compartilhados nas redes sociais sugerem que o número de vítimas pode já superar 20 mortos, num cenário de crescente tensão social.

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