Antes, não bastava ser angolano, era preciso escolher um lado! – Tomás Alberto
Antes, não bastava ser angolano, era preciso escolher um lado! – Tomás Alberto
Tomas alberto

Nasci e cresci em Angola numa época difícil da nossa história. Naquele tempo, não se faziam promessas de melhoria da qualidade de vida, educação, saúde ou emprego. O contexto não permitia a plena observância da lei; o foco era terminar a guerra civil que devastava o país.

Com o entendimento que tenho hoje, percebo que cada época tem os seus desafios. Naquele período, os maiores desafios eram a segurança, a paz e a estabilidade nacional.

Naquele tempo, não bastava ser angolano para contribuir para o bem-estar do país. As pessoas tinham que tomar um partido, tinham que declarar em que lado estavam, e isso, por si só, era motivo suficiente para perseguição, exclusão e até mesmo para a morte. Reinava o slogan: “Quem não se revê nos nossos ideais, é contra nós”. Não se pensava no país como um todo, mas sim nos ideais de um dos lados do conflito.

Foi um período de divisões, acusações, conspirações e de lutas por convicção. Para superar estes desafios, contámos com os melhores políticos e militares angolanos. Todas as vias foram exploradas em busca da paz. Tentámos, tentámos e tentámos, até conseguir. Cá estamos! Apesar das diferenças, estamos unidos numa única causa: o povo angolano.

Hoje, com a solidificação do Estado Democrático e de Direito, estamos todos do mesmo lado — o lado do bem-estar de Angola e dos angolanos.

Actualmente, enfrentamos novos desafios: consolidar o Estado Democrático de Direito, garantir segurança alimentar, estabilidade económica, financeira e social. Estes desafios não são apenas do Presidente João Lourenço, mas de todos os angolanos — povo, executivo, legislativo e judiciário.

Devemos acreditar no Presidente da República e nas instituições do Estado. Cumpra o seu dever e exija o seu direito. Num Estado Democrático e de Direito, não se vive de convicções, mas do cumprimento rigoroso da lei.

Deixemos as suspeições de lado e concentremo-nos nos desafios atuais! Já estamos do mesmo lado!

Jovens, não se deixem influenciar por aqueles que ainda vivem de convicções ultrapassadas. Hoje, neste novo desafio, tudo está a ser feito pelo povo, para o povo e através do povo.

Não devemos torcer para que as coisas corram mal só para encontrarmos um culpado. Devemos, sim, contribuir para que Angola avance e se fortaleça. Porque tudo está a ser feito por nós e para nós, os angolanos. Se algo correr mal, todos seremos afetados.

Lembre-se: hoje, estamos todos do mesmo lado — o lado da construção de um Estado Democrático e de Direito, da segurança alimentar, da estabilidade económica, financeira e social.

*Empresário

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