
A cerimónia de cumprimentos de fim de ano no Palácio Presidencial, realizada no dia 27 de Dezembro, em Luanda, ficou marcada pela inesperada aparência da primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço, o que rapidamente desencadeou rumores e uma onda de reações nas redes sociais.
Segundo informações que circulam em backstage, Ana Dias Lourenço terá sido vítima de agressão física, supostamente pelo Presidente da República, João Lourenço. O incidente terá ocorrido durante a ressaca natalícia, no dia 25 de Dezembro.
Os hematomas, que nem a maquilhagem conseguiu disfarçar, geraram surpresa entre os convidados e alimentaram uma onda de especulações sobre um possível caso de violência doméstica dentro do Palácio Presidencial.
As imagens que mostram o rosto marcado da primeira-dama foram inicialmente divulgadas na página oficial do Centro de Imprensa da Presidência da República de Angola (CIPRA) e rapidamente se tornaram virais.
Nas redes sociais, internautas apontaram sinais de um relacionamento deteriorado entre o casal presidencial, enquanto outros condenaram o que alegam ser um acto de violência doméstica.
Tchizé dos Santos, filha do falecido ex-Presidente José Eduardo dos Santos, afirmou que, caso as alegações sejam verdadeiras, a primeira-dama deve denunciar o ocorrido às autoridades, lembrando que a Lei contra a Violência Doméstica se aplica a todos os cidadãos, independentemente do seu estatuto.
A antiga deputada do MPLA alega que Ana Dias Lourenço terá levado “uma boa mbenda na cara”, termo que usou para descrever o suposto acto de agressão.
Por outro lado, o activista Dito Dalí, conhecido crítico do governo, reforçou que a primeira-dama vive há anos sob pressão dos serviços secretos e que episódios de violência seriam recorrentes no relacionamento do casal presidencial.
O mesmo afirma que Ana Dias Lourenço estaria a ser obrigada a permanecer ao lado do Presidente apenas por razões protocolares, mesmo diante de um relacionamento falido.
“À semelhança do que aconteceu com a senhora Ana Paula dos Santos, após José Eduardo dos Santos ter abandonado a Presidência da República, ela pediu logo o divórcio e foi-se embora. É o que vai acontecer com a Ana Dias Lourenço”, especulou.
Outro internauta, António Manuel Mantona, observou na página do CIPRA que “o rosto do casal presidencial demonstra falta de cumplicidade, afecto e até mesmo ausência de amor.”
Até ao momento, o Palácio Presidencial não se pronunciou sobre as alegações, limitando-se a divulgar imagens que, ironicamente, só alimentaram mais suspeitas.

Enquanto isso, Ana Dias Lourenço tornou-se símbolo involuntário de debates sobre violência doméstica e as dinâmicas de poder nos bastidores da política angolana.
O que realmente aconteceu na noite de Natal na residência presidencial? Terá Ana Dias Lourenço pedido ajuda ao Pai Natal e recebido apenas um “tenta novamente”?
O silêncio tem sido alvo de críticas, uma vez que o episódio já repercute internacionalmente e levanta debates sobre a protecção dos direitos das mulheres e a transparência em situações envolvendo figuras públicas.
Enquanto a situação permanece sem esclarecimentos, o caso continua a dividir opiniões e reforça a necessidade de atenção às questões de violência doméstica, independentemente de hierarquias ou estatuto social.