Apenas 44% da população angolana tem acesso à electricidade pública
Apenas 44% da população angolana tem acesso à electricidade pública
ministro da Energia e Água

O ministro da Energia e Água, João Baptista Borges, revelou que apenas 44% da população angolana tem acesso ao sistema público de distribuição da electricidade no país, correspondendo a um mínimo de 16 milhões de habitantes.

O titular do sector fez essa revelação, segunda-feira, na abertura da segunda edição do “Fórum de Debates Juvenis 2025”, promovido pelo Conselho Nacional da Juventude, e que decorre sob o tema “Processo de uma electrificação Nacional”.

Segundo o governante, a maioria da população ainda não tem acesso à electricidade, pelo que estão a ser desenvolvidas acções para a distribuição equitativa e eficiente da energia para todos os angolanos, sobretudo aos que vivem nas cidades, à volta das cidades e nas zonas rurais, onde a pobreza energética é maior.

“Entretanto, a realidade mostra-nos que grande parte da nossa população, sobretudo nas zonas rurais, ainda vive sem acesso à electricidade. Pelo menos 10% da população rural têm acesso à energia eléctrica. Ou seja, 90% não têm acesso à electricidade nas zonas rurais, enquanto nas zonas urbanas apenas 70% têm acesso”, referiu.

E essa disparidade, prosseguiu, acentua as desigualdades sociais e limita as oportunidades de crescimento económico fora dos grandes centros.

De acordo com João Baptista Borges, “a escassez hidrológica bloqueia o crescimento, agrava desigualdades e limita a transformação económica, porque onde não há energia, falta produção, saúde, educação, esperança e emprego”.

O ministro frisou, na ocasião, que existe uma dependência excessiva de fontes fósseis com impactos negativos no custo da sustentabilidade ambiental da matriz energética, daí que o desafio é a interligação ao sistema eléctrico nacional.

“Embora tenhamos hoje 11 províncias do país interligadas ao sistema eléctrico nacional, ainda temos províncias que dependem de fontes térmicas para a produção de energia e consumo, a exemplo da Huíla, do Namibe, Cuando, Cubango Cunene (no Sul) e Lunda Sul e Moxico, no Leste”, realçou.

O ministro da Energia e Água sublinhou que essas fontes térmicas, para além de serem caras, não chegam a maior parte da população e principalmente nas populações que vivem nas zonas rurais e nas aldeias.

“O executivo tem como projectos elaborados com principal prioridade a construção das linhas de transmissão. Aliás, não só para interligar as diferentes regiões do país, como os países vizinhos, e esses projectos apontam para a interligação entre a região norte, ou seja, a região de Malanje, onde temos, neste momento concentrado, a maior produção hidroeléctrica do país”, finalizou.

Actualmente a produção de Angola é de cerca de 2.000 megawatts de capacidade. Entretanto, o sector de Energia tem como perspectiva, para até 2027, disponibilizar energia eléctrica a 50% da população.

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