Baixos salários provocam insatisfação na Rádio Nacional de Angola
Baixos salários provocam insatisfação na Rádio Nacional de Angola
RNA

Em vésperas de Natal, um clima de insatisfação despolotou-se no seio de alguns jornalistas da Rádio Nacional de Angola (RNA), em Luanda, devido ao elevado baixo salário que auferem, por causa da falta da aplicação do qualificador profissional.

O descontentamento subiu de tom, desde a semana passada, em função dos descontos que estão a sofrer, sem qualquer explicação da directora para área administrativa e financeira, Cristiana Nóbrega, a qual acusam de remeter-se ao silêncio.

Uma fonte familiarizada com este polémico dossiê, que já trouxe descontentamento em alguns órgãos de imprensa, tutelados pelo Estado, contou que, na RNA, além da falta de qualificador, “a meritocracia não é levada em consideração, e os ordenados são feitos com base em compadrio”.

Explicou que a situação já tinha sido reportada ao antigo presidente do Conselho da Administração (PCA), Pedro Cabral, mas até ao momento nenhuma ‘palha foi movida’ e a situação está insustentável.

A fonte, um dos mais experientes locutores da RNA, revelou que, por incrível que pareça, há ainda jornalistas que auferem menos de 100 mil kwanzas, em função da falta do qualificador profissional, e estão nesta condição escribas com graus de licenciatura em jornalismo e bacharel noutras áreas do saber.

Deste grupo, os jornalistas provenientes da extinta Rádio Global são os que auferem os salários mais baixos, apesar da larga experiência e capacidade profissional que alguns carregam, sentem-se “marginaliza dos, ao contrário de outros da própria estação”.

Durante o processo de inserção dos mesmos, depois do confisco da Rádio e da Palanca TV pelo Estado, segundo a fonte, muitos desistiram devido à forma como estava a ser conduzido o processo, em contravenção à Lei Geral de Trabalho (LGT).

Canal A

Apesar da precariedade dos salários, nesse canal, há um grupo restrito que beneficia de avultadas somas mensais, acima dos 500 mil kwanzas, e fala-se também de suposto desvio das verbas destinadas aos subsídios de fim-de-semana e atavios.

Outro problema com que se debatem os profissionais da RNA é a falta de transportes para reportagem, sendo que os poucos que existem não suportam à demanda, já que uma boa parte destes meios estão avariados.

A fonte deplora ainda o facto de algum material utilizado na “rádio que une o país” ser de 1978 e defende que deve ser substituído por um outro de ponta, para proporcionar melhor trabalho aos seus ouvintes.

Entretanto, a única esperança para resolver estes assuntos está no novo PCA, o jornalista Pedro Neto, antigo quadro da RNA, que volta à rua Comandante Gika, depois de algum tempo ter dirigido a Media Nova.

Este jornal tentou contactar a direcção da Rádio Nacional de Angola, sobre o assunto em causa, mas sem o sucesso.

in Pungo a Ndongo

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