
Necessidade de capitalização do Banco Económico (ex-BESA) é admitida num documento interno. Situação pode comprometer pagamento de 100 milhões de euros ao Fundo de Resolução, operação que se deveria concretizar até final do corrente mês.
O valor é necessário para que o agora Banco Económico possa cumprir a ‘regulamentação em vigor’, depois de ter terminado o último exercício com um prejuízo acima de 39 milhões de euros.
Segundo se descreve naquele documento, “a implementação do PRR [Plano de Recapitalização e Recuperação] tem vindo a traduzir-se na melhoria dos rácios de solvabilidade regulamentar”.
No entanto, para cumprir integralmente a “regulamentação em vigor, nomeadamente do resultado de SREP 2022 [relatório de supervisão]”, será necessária a capitalização adicional referida.
De referir que, de acordo com o mesmo relatório, o ex-BESA terá encerrado o exercício de 2022 com um resultado líquido negativo de mais de 39 milhões de euros, com imparidades diferidas de 57 milhões de euros.
Recorde-se que o Banco Espírito Santo Angola foi declarado falido a 13 de setembro de 2014, após a resolução do Banco Espírito Santo (BES), anunciada no dia 3 de setembro daquele ano pelo então Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. À data, o BESA deixou um buraco avaliado em 5,7 milhões de dólares.
in Jornal de Negócios