
Um posto médico privado, que funcionava sem as mínimas condições de higiene no município do Chinguar, na província do Bié, foi encerrado pela Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA). A unidade funciona há dez anos, na sede municipal.
O coordenador municipal da ANIESA, no Chinguar, Zacarias Manuel, referiu que, além da questão de higiene, a unidade vendia ainda medicamentos sem as mínimas condições de conservação, colocando em perigo a vida de muitos cidadãos.
Já o proprietário do estabelecimento, Horácio Esteção, ciente dos erros, comprometeu-se em trabalhar, para, na sua reabertura, prestar um melhor serviço.
A acção ocorreu durante uma visita de inspecção deste sector, na segunda-feira, em companhia dos serviços de saúde pública e investigação criminal, que visou aferir as condições de funcionamento das unidades sanitárias e farmácias que operam no Chinguar.
A unidade, única de carácter privado nesse município, prestava igualmente serviços de farmácia e internamento de doentes, com três técnicos.
Vivem no Chinguar cerca de 180 mil habitantes, distribuídos nas comunas sede, Cangote e Cutato, dispondo até ao momento de 17 unidades sanitárias.
As doenças mais frequentes na localidade são a malária, malária, febre tifóide, Doenças Diarreicas Agudas, doenças respiratória, traumatismo, VIH/sida, hepatites A e B e outras.
O hospital municipal, por exemplo, erguido em 1963, foi ampliado o ano passado para 75 camas de internamento, contra as cinquenta anteriormente existentes, propiciando serviços dignos à população dos municípios do Chinguar e Cachiungo, da vizinha província do Huambo.
A unidade, totalmente apetrechada com equipamentos de ponta, garante serviços de bloco operatório, Raio X, estomatologia, laboratório, radiologia, sanatório e um edifício administrativo. Os trabalhos são assegurados por dois médicos e 32 enfermeiros.