Movimento Pro Albino leva BM Samuel ao tribunal por discriminação
Movimento Pro Albino leva BM Samuel ao tribunal por discriminação
BM samuel

A manifestação do processo civil e criminal contra o famigerado profeta BM Samuel junto da Procuradoria Geral da República (PGR) denunciado por alegada exposição pública e tratamento discriminatório de um menor de idade com albinismo, a quem tratou de “Kilombo”, foi tornada pública pelo colectivo da Associação dos Albinos, em nota de repúdio.

Sucede que no passado dia 17 de Março do ano em curso, o suposto profeta de Deus, BM Samuel, terá exibido durante um culto, em que participavam dezenas de fiéis, um menor de idade (albino) com a sua mãe, entregando-lhe um envelope com a escrita “Mãe do kilombo”, contendo 100 mil kwanzas para o seu tratamento como cumprimento de uma promessa feita anteriormente.

Esta exposição pública não agradou as agremiações que defendem os direitos e interesses das pessoas com albinismo, sendo que, para salvaguardar a dignidade e a honra do menor, as distintas associações que defendem a causa (albino), contra qualquer discriminação e exposição pejorativa, tenciona levar o suposto “homem de Deus” às barras do tribunal.

A nota de repúdio datada de 21 de março de 2024, emitida pela Plataforma de Associações de Defesa de Pessoas com Albinismo denominado “Movimento Pro Albino de Angola”, diz que “tendo tomado conhecimento de uma fotografia a circular nas redes sociais, de um alegado pastor de nome BM Samuel na qual é exposta uma criança com albinismo segurando um envelope com valores financeiros no qual vem escrito Mãe do Kilombo.

“O Movimento Pro Albino vem por esta lamentar o facto e manifestar o seu mais alto repúdio por este acto preconceituoso, insensível e criminoso de um alegado homem de Deus, pela exposição pública de um menor em circunstâncias degradantes e pelo tratamento discriminatório e preconceituoso a que foi sujeito”, lê-se no informe em posse do Imparcial Press.

A nota de protesto prossegue dizendo que, o Movimento deverá accionar os mecanismos legais junto da PGR, do Ministério da Cultura e Turismo e do Instituto Nacional da Criança, para a responsabilização moral, civil e criminal” do profeta BM Samuel e/ou da sua igreja, porque “tanto a exposição indevida de um menor de idade, quanto o seu tratamento discriminatório e pejorativo, constitui um crime público.”

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