“Braço-de-ferro” com “caloteiros” do BPC bloqueia meta de recuperação da Recredit
"Braço-de-ferro" com "caloteiros" do BPC bloqueia meta de recuperação da Recredit
BPC - HORIZONTAL FUNDO AZUL

“Banco mau” traçou reaver no seu programa de recuperação um montante na ordem dos 26 mil milhões de kwanzas ao longo do ano passado, porém a recuperação ficou 25% abaixo do perspectivado, já que se alcançou 19 mil milhões Kz da carteira de activos tóxicos do BPC.

No relatório de 2022, a instituição não justifica a razão, mas uma fonte do Conselho de Administração avançou ao NJ que a “batalha” com os “caloteiros” impediu o alcance do objectivo.

No exercício económico de 2022, a Recredit – Gestão de Activos não alcançou os objectivos de recuperação traçados no programa para o período em referência, sendo a justificação o braço-de-ferro travado com alguns clientes que solicitaram créditos ao Banco de Poupança e Crédito (BPC), revelou ao Novo Jornal uma fonte do Conselho de Administração da instituição, na I Conferência sobre Sustentabilidade na Banca, realizada pela Associação Angolana dos Bancos (ABANC).

No ano passado, a Recredit, também conhecida como “banco mau”, estabeleceu como meta recuperar 26,3 mil mil milhões de kwanzas, porém ficou 25% abaixo do perspectivado, sendo que só conseguiu encaixar o montante de 19,8 mil milhões de kwanzas da carteira de activos tóxicos do BPC, estando um volume de processos a aguardar desfecho no tribunal, por não existir acordo de devolução no extrajudicial entre os “caloteiros” e a instituição gestora do crédito malparado do banco público.

“Não alcançámos os objectivos do ano 2022 porque há um número de processos em que não chegámos a acordo com os nossos mutuários e remetemos os processos ao tribunal”, afirmou a fonte do Conselho de Administração do “banco mau”.

Na verdade, como ficou a saber esse semanário por aquela fonte, os níveis de recuperação da carteira de activos tóxicos do BPC vão ficando mais complicados com o passar do tempo, uma vez que muitos dos mutuários se privam de aceitar uma forma amigável de resolução, adoptando, assim, uma postura de contrariedade.

“Na medida em que vamos avançando no tempo, vamos tendo mais dificuldades em fechar processos. Os nossos clientes que não estão a fechar processos connosco estão numa lógica de braço-de-ferro”, adiantou a nossa fonte do núcleo duro de gestão da Recredit.

in Novo Jornal

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