Cabinda: Crianças voltam abandonar aulas para se dedicarem ao garimpo de ouro
Cabinda: Crianças voltam abandonar aulas para se dedicarem ao garimpo de ouro
ouro

Várias crianças em idade escolar no munícipio de Buco-Zau, em Cabinda, voltam a abandonar as aulas para se dedicarem ao garimpo de ouro, situação que, segundo fonte do Imparcial Press, preocupa as populações e autoridades administrativas da referida municipalidade.

A actividade de exploração ilícita de ouro no município de Buco-Zau envolve até cidadãos de origem estrangeira, que financiam supostamente o garimpo aliciando crianças e jovens desempregados que fazem dessa prática uma forma secundária de sobrevivência.

O garimpo de ouro, segundo a fonte, está a criar consequências bastante negativas para o município, porquanto crianças em idade escolar de 11 e 12 anos, respectivamente, independentemente do gênero, voltam a abandonar a escola para se dedicarem à exploração de ouro.

O enredo mais triste, prossegue a fonte, é ver inclusive meninas que, para além de abandonarem as aulas, furtam-se das tarefas domésticas para se dedicarem no garimpo.

“Quando vou ao longo das margens do rio encontro meninas empenhadas na exploração de ouro. Isso, na verdade, me deixa bastante preocupado”, disse.

Estando a situação a ganhar contornos alarmantes, Óscar Dilo, administrador do Buco-Zau, numa das entrevistas cedidas num dos órgãos local no dia 29 de Setembro de 2023, lembrou a fonte, garantiu tomar medidas que visem responsabilizar os pais e encarregados de educação pelo abandono de crianças as aulas.

Entretanto, para além do factor negativo que está a provocar no seio das crianças, a actividade de exploração ilícita de ouro no município de Buco-Zau está, de igual modo, a trazer danos ao meio ambiente.

“O rio Luáli, principal fonte de abastecimento do precioso liquido às populações, a sua água está cada vez mais suja/turva pela acção do garimpo, tornando-a imprópria para o consumo”, lamentou.

Muitas dessas crianças, segundo apurou Imparcial Press, enveredaram para essa prática ilícita pelo simples facto de seus responsáveis e encarregados de educação não possuírem alegadamente qualquer tipo de emprego, motivo pelo qual crianças e jovens desempregados consideram-na a via mais adequada para ganhar qualquer coisa e sustentarem inclusive as próprias famílias.

Outrossim, ouvimos telefonicamente os cidadãos António Nzau e Felisberto Npunga, ambos residentes no município de Buco-Zau, que mais do que considerarem ser uma situação de bastante preocupação, no entanto aproveitaram a ocasião para apelar ao Executivo local no sentido de pôr cobro a essa situação que mancha não só o tecido sociopolítico e ambiental de Cabinda mas também de todo o território nacional

“Esperemos que o Estado angolano consiga, depois desse grito de socorro, colocar fim de uma vez por toda na situação que não só envergonha o tecido sociopolítico e ambiental da província, mas sim de todo o território nacional”, apelaram.

De recordar que, no âmbito do combate à exploração ilegal de ouro, o Imparcial Press sabe que os órgãos de defesa e segurança do Ministério do Interior têm realizado micro-operações nos municípios de Buco-Zau e Belize que tem resultado na detenção de vários cidadãos nacionais e estrangeiros e na apreensão de vários equipamentos usados na actividade de garimpo.

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