Candidata do MPLA perde eleições na Cruz Vermelha de Angola   
Candidata do MPLA perde eleições na Cruz Vermelha de Angola   
Faustina Alves

A jurista Delfina Cumandala foi eleita, nesta quarta-feira, em Luanda, a presidente da Cruz Vermelha de Angola (CVA), durante a 5ª Assembleia Geral Ordinária de renovação de mandatos, derrotando a antiga ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Fernandes Inglês de Almeida Alves, que se precipitou em renunciar a sua militância no MPLA (era membro do Comité Central).

Faustina Alves foi vista, nas últimas semanas, a fazer campanha em quase todas províncias à caça de votos a fim de realizar o seu “sonho” de dirigir a Cruz Vermelha de Angola (CVA). Curiosamente, era a única candidata que mereceu apoio dos órgãos de comunicação social públicos.

Recentemente, um analista político (Paulo Alves) denunciou que a candidatura da ex-ministra – que era apoiada pela assessora para os Assuntos Sociais do Presidente da República, Fátima Viegas – fazia parte de um plano estratégica do MPLA para controlar a Cruz Vermelha de Angola que é subsidiada pelo Ministério da Saúde, usando métodos estalinistas.
 
“A membro do Comité Central do MPLA (com o número 257), Faustina Inglês Alves de Sousa, concorre à presidência da CVA, usando os velhos métodos estalinistas de intimidação dos eleitores, com recurso ao SIC, SINSE, governadores provinciais e outras estruturas locais do Estado sob o seu comando’, pode se ler no texto divulgado no portal Club-K.

Lamentavelmente, a candidata do MPLA, Faustina Alves, teve apenas 32 votos (e a vencedora teve 40), depois da candidatura de Carlos Gourgel ter sido afastada por irregularidades.

No seu discurso de tomada de posse, Delfina Cumandala assegurou que a sua liderança tem como foco a resolução dos problemas sociais dos trabalhadores, que estão há três anos e sete meses sem salários.

Prometeu trabalhar de acordo com o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário do Ministério da Saúde, criar regulamento interno do trabalhador da CVA, realizar assembleia da juventude e voluntariado, assim como  mobilizar recursos financeiros para a materialização e fortalecimento dos programas de acção.

A nova presidente da Cruz Vermelha de Angola revelou ainda que a outra aposta consiste na formação profissional e científica dos quadros da organização.

Natural de Benguela, Delfina Cumandala é funcionária da Cruz Vermelha de Angola desde de 2006, agora substitui o também jurista Alfredo Elavoco Pinto, eleito em 2018.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido