Candidatos não admitidos na Educação por insuficiência de vagas ameaçam manifestar
Candidatos não admitidos na Educação por insuficiência de vagas ameaçam manifestar
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Informações segundo as quais cerca de 87 militares das Forças Armadas Angolanas (FAA) serão enquadrados no sector da Educação para leccionarem as classes do Ensinos Primários e Secundários, nos próximos meses, deixa candidatos não admitidos por insuficiência de vaga no último concurso público [2023-2024] meio frustrados, e ameaçam realizar, no próximo sábado, 29, uma mega manifestação nacional defronte às sedes municipais e ao do Ministério da Educação, em Luanda, para exigir uma segunda chamada ou mesmo enquadramento directo.

De acordo com António Costa e Jacinta Osvaldo, que alegam ser co-responsáveis da campanha “Com Positiva Não se Reprova”, o país todo está mobilizado para testemunhar a realização da mega manifestação nacional para, no dia 29 de Março, portanto, sábado, se exigir uma segunda chamada ou mesmo enquadramento directo, conforme acontece com outros ministérios.

Ao Imparcial Press, os organizadores dizem-se ofendidos com a informação segundo a qual o Ministério da Educação tenciona enquadrar cerca de 87 efectivos das FAA, nos próximos meses, para leccionarem as classes do Ensino Primário e Secundário, quando, na verdade, existe mais de 15 mil candidatos não admitidos [em todo o território nacional] por alegada insuficiência de vagas no sector.

“Não vemos razões de o Ministério enquadrar, conforme aludido em algumas cadeias televisivas do país, os cerca de 87 efectivos das FAA como docentes. Isso é uma autêntica falta de respeito para os candidatos não admitidos com notas positivas”, lamentaram.

Os interlocutores do Imparcial Press questionam ao Ministério da Educação que “métodos é que esses militares utilizarão no processo de ensino-aprendizagem? Esses militares aprenderam tácticas de guerra ou tácticas didáctico-pedagógica? Outras nações deixaram de acreditar no nosso ensino, infelizmente, por conta dessas atitudes. Como é possível, caro jornalista, uma ministra, que diz ser séria, colocar um militar na sala em vez de um professor? Eles vão ensinar o quê às crianças?”.

Já Santos Manuel e Josefina Ribeiro, ambos candidatos não admitidos por suposta insuficiência de vaga na especialidade de Língua portuguesa no município de Nambuangongo, província do Bengo, apelaram ao bom senso do governo, na pessoa da titular da pasta, Luísa Grilo, no sentido de rever a situação dos candidatos que pedem simplesmente por uma segunda chamada ou mesmo enquadramento directo no próximo concurso público.

“Apelámos simplesmente à ministra, nós, os candidatos não admitidos por insuficiência de vaga, no sentido de rever nossa situação e condição. Pois, não é fácil obter uma nota positiva em concursos públicos. Senhora ministra, nossa mãe, por favor, resolva, à semelhança da tia Sílvia Lutukuta, nossa condição. Temos famílias, senhora Luísa Grilo, precisamos apenas de uma oportunidade para trabalhar”, apelaram.

A responsável pelo gabinete provincial da Educação em Luanda, Philomene Marie Brito Azevedo José Carlos, numa das entrevistas cedidas a um dos órgãos privados de comunicação, classificou os não enquadrados por insuficiência de vagas de supostos incompetentes e de falta de qualificação para a missão, cujo propósito consiste em transformar o homem “novo”.

“A doutora Philomene, responsável pelo gabinete provincial da Educação em Luanda, numa entrevista dada a um dos órgãos privados de comunicação, aqui em Luanda, considerou-nos de incompetentes e desqualificados. Não entendemos o porquê de tanto ódio pelos candidatos. Talvez, seja por esse motivo que nos querem trocar com militares. Nós não vamos permitir essa falta de respeito, vamos até às últimas consequências”, garantiram.

No cumprimento do cruzamento das fontes, conforme recomenda os manuais e técnicas do bom exercício jornalístico, o Imparcial Press procurou, por várias tentativas, ouvir o posicionamento do gabinete do MED, mas infelizmente não obteve qualquer sucesso. Entretanto, a equipe deste jornal garante continuar a acompanhar o referido enredo até ao seu desfecho.

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