
A Casa Militar do Presidente da República, chefiada pelo general Francisco Pereira Furtado, prevê gastar, ao longo deste ano, cerca de 18.415.496.192 kwanzas (aproximadamente 20.017.930,64 dólares) apenas com a manutenção dos aviões presidenciais, de acordo com o Plano Anual de Contratação (PAC) remetido ao Ministério das Finanças.
Segundo o documento, enviado à Direcção Nacional da Contratação Pública no passado dia 8 de Janeiro, assinado pelo brigadeiro Agostinho Queiroz Pedro, consultado pelo Imparcial Press, 8.476.336.192 kwanzas destinam-se aos serviços gerais de manutenção das aeronaves presidenciais, enquanto 9.939.160.000 kwanzas serão aplicados na gestão, manutenção e reparação do jacto Bombardier 7500 – Omnia LCC.
A aeronave, adquirida em 2025 para uso oficial da Presidência da República, é um jacto executivo de longo alcance, com capacidade para cerca de 19 passageiros, avaliado em aproximadamente 75 milhões de dólares, sendo considerada uma das aeronaves mais luxuosas da sua categoria.
Estas despesas integram um conjunto de 33 itens previstos no PAC da Casa Militar, que inclui bens, serviços, empreitadas e concessões, e que, no total, deverão custar aos cofres do Estado 243.684.677.334,78 kwanzas, o equivalente a 264.653.995,58 dólares, calculados à taxa de câmbio de 920 kwanzas por dólar.
Entre os valores que mais se destacam no documento está ainda uma verba de 131 milhões de dólares destinada ao pagamento de uma dívida com a Delta Jet, Limitada, empresa associada alegadamente à família Kapose.
A despesa refere-se ao gabinete de apoio ao voo presidencial e corresponde à renovação de um contrato cuja origem remonta a 2023.
Outro montante relevante previsto no plano é o da construção do novo edifício-sede da Casa Militar do Presidente da República, orçado em cerca de 25,7 milhões de dólares.
O Plano Anual de Contratação constitui um instrumento de gestão orçamental que, segundo o Ministério das Finanças, visa identificar antecipadamente as necessidades de contratação das entidades públicas, permitindo planificar as despesas e os contratos a executar no exercício do presente ano económico.