Caso IURD: O estranho comportamento do ministro da Cultura e Turismo – Evalina Ding’s
Caso IURD: O estranho comportamento do ministro da Cultura e Turismo - Evalina Ding's
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Poucas dúvidas restam quanto às várias especulações de corrupção e compadrio à volta da longa metragem do filme Igreja Universal do Reino de Deus em Angola, nele aparecem nomes de altas figuras do aparelho do Estado no esquema.

Com a saída do anterior ministro da Cultura, Jomo Fortunato, sucedido pelo catedrático Filipe Zau, renasceu por parte dos envolvidos no caso IURD, a esperança de um desfecho célere e justo, a julgar pela verticalidade com que o actual ministro defende publicamente suas teses.

Volvidos três anos desde que os templos encerraram as portas, as denúncias sobre presumíveis favorecimentos do processo à parte brasileira são incontáveis.

O Instituto Nacional para os Assunto Religiosos (INAR), órgão tutelado pelo Ministério da Cultura e Turismo, é gestor de conflitos que envolvem igrejas.

No ofício n.º 219, de 17 de Dezembro de 2020, assinado pelo então director Francisco Castro Maria, fez saber que, para efeitos de legalidade desta confissão religiosa, era suficiente o Diário da República, III Série, n°129/20, de Novembro, que publicou a Acta da Assembleia Geral Extraordinária e o devido termo de certificação emitido pelo quarto cartório notarial de Luanda que confirma a eleição dos seus representantes e confere poderes ao coordenador da comissão da reforma, Bispo Valente Bizerra Luís para representar a Igreja Universal do Reino de Deus em Angola.

De recordar que, a 13 de Julho de 2019, a comissão da reforma realizou uma Assembleia Geral Extraordinária que rompeu com a gestão do Edir Macedo, dando poderes a nova gestão da IURD dirigida unicamente por angolanos que já não se revia na gestão do fundador da Universal.

Enquanto organismo fiscalizador da gestão de conflitos religiosos, o INAR num outro ofício (n.º 28/GDG/2021) debitou ao magistrado do Ministério Público junto do SIC Geral, Napoleão de Jesus Monteiro, que tendo constatado termo da conflitualidade, enquanto fiel depositário, a falta de condição de asseguramento, manutenção e conservação dos imóveis apreendidos e que eram alvos de pilhagem e tendo considerado ultrapassado as circunstâncias que levaram a apreensão dos templos que, nos termos dos n.°s 1 e 2 do CPP, fossem os mesmo restituídos a actual liderança, nestes termos, coordenada pelo bispo Valente Bizerra Luís

Ofício deferido, culminou com a restituição de cinco catedrais, com destaques, do Morro Bento, de Patriota e de Viana (todos localizados em Luanda), e restantes dos templos pelo país, sob gestão do Valente Bizerra Luís.

O juiz Tutre António Kieleca condenou no dia 31 de Março de 2022, o cidadão Honorilton Gonçalves da Costa a três anos de pena suspensa pela prática do crime de violência doméstica (do tipo psicológico) e a consequente indemnização às vítimas da vasectomia.

De referir que, o condenado era, até à data dos factos, representante do Edir Macedo em Angola, que, por força desta condenação, a maioria dos missionários a serviço da IURD em Angola terão sido repatriados para o seu país, o acto à vista de todos.

Uma fonte junto ao Ministério da Cultura e Turismo assegurou ao Club-K que, o assunto Igreja Universal já não é da alçada da PGR, mas sim de “próprio” Filipe Silvino de Pina Zau, que assumiu as rédeas do assunto, mesmo tendo o tribunal ordenado a restituição dos imóveis e o desbloqueio das contas bancárias da universal a ala angolana. Mas estranhamente, alguns bens começaram a ser entregues à ala perdedora (brasileira).

Os actos desencadeados pelo ex-director do INAR, Francisco Castro Maria, que culminaram com a entrega de alguns templos e consequente reposição da legalidade foi o entornar do caldo, tendo enervado Filipe Zau que imediatamente o exonerou.

Fontes que acompanham o dossiê, deduzem que o ministro Filipe Zau não gostou do facto de o seu subordinado (Francisco Castro Maria) ter agido com base na legalidade.

in Club K

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