Centrais sindicais ameaçam realizar greve geral na função pública em Março
Centrais sindicais ameaçam realizar greve geral na função pública em Março
trabalhadores

As três centrais sindicais de Angola, União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA), Central Geral dos Sindicatos Livres e Independentes de Angola (CGSILA) e Força Sindical de Angola (FSA) ameaçam fazer uma greve geral em Março se o Governo não responder às suas reivindicações.

Os sindicatos dos médicos e dos professores asseguram que vão aderir à greve a 100% e lamentam o facto de as suas reivindicações não serem atendidas.

Estas centrais sindicais asseguram que não há avanços nas negociações com o Executivo, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPESS), quanto ao caderno reivindicativo que apresentaram e ameaçam paralisar o País.

As centrais defendem que seja feita uma revisão salarial na função pública na ordem de 250%, ao passo que o Executivo decidiu fazê-lo em apenas 5%, e defendem que o subsídio de isolamento seja abrangente.

Falando aos jornalistas em conferência de imprensa, realizada esta sexta-feira, 26, os responsáveis das três centrais sindicais de Angola querem que o salário mínimo nacional passe de 38 mil para 250 mil kwanzas.

As centrais sindicais queixam-se que o Executivo não aceita negociar uma possível redução do Imposto sobre o Rendimento de Trabalho (IRT) de 10 por centro.

Governo considera “sonhadora” a proposta das centrais sindicais

O Governo considera “sonhadora” a proposta das centrais sindicais em ter um salário mínimo de 250 mil kwanzas. A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Dias, considerou, a 28 de Dezembro último, irrealista a proposta das centrais sindicais de adopção de um salário mínimo nacional de 250 mil kwanzas.

“Para implementar um salário mínimo nacional de 250 mil kwanzas, todos teriam de ter a capacidade de pagar esse valor, até para os empregados de casa”, disse a ministra, assegurando que se trata de uma proposta “completamente fora do comum” e difícil de implementar.

Entretanto, sem precisar números, a ministra Teresa Dias adiantou que o Governo está a trabalhar, de forma bastante conclusiva, numa proposta de salário mínimo nacional.

“Temos de partir do princípio que isso envolve a auscultação aos sindicatos, às entidades empregadoras mais massivas do País e, por fim, uma reunião de concertação social, em que os grupos técnicos empresariais e os mais representados da sociedade civil são convocados e deliberam um consenso de todos”, disse a ministra.

in NJ

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido