Centrais sindicais consideram insuficiente o aumento de 30 mil kwanzas anunciado hoje pelo Governo
Centrais sindicais consideram insuficiente o aumento de 30 mil kwanzas anunciado hoje pelo Governo
meeting greve

As centrais sindicais, que anunciaram ontem, quinta-feira, em Luanda, a segunda greve geral, entre 22 e 30 de Abril, face à falta de resposta do Governo às exigências apresentadas, consideram insuficiente o aumento de 30 mil kwanzas (leia aqui o texto: Governo ‘mima’ docentes e investigadores científicos com 30 mil kwanzas) anunciado hoje, sexta-feira, pelo Governo angolano.

Hoje, o Presidente da República, João Lourenço, determinou, em decreto, que a partir do dia 1 de Junho próximo, os funcionários públicos e agentes administrativos do regime geral da Função Pública beneficiarão de uma remuneração suplementar de 30 mil kwanzas.

Na nota de imprensa enviada à redacção do Imparcial Press, as três centrais sindicais – Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), a União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA-CS) e a Força Sindical – Central Sindical (FS-CS) – entendem que a posição unilateral do governo de determinar o que deve ou não oferecer aos trabalhadores, independentemente do custo de vida e do nível de inflação, reflecte a indiferença do governo com as preocupações reais dos trabalhadores.

Veja a referida nota na íntegra:

NOTA DE IMPRENSA

As Centrais Sindicais tomaram conhecimento, com perplexidade, do anúncio do aumento de 30 mil kwanzas aos salários da Administração Pública pelo Presidente do MPLA na qualidade de Titular do Poder Executivo.

Face à informação, as Centrais Sindicais gostariam de reagir nos seguintes termos:

1 – O anúncio do aumento não responde às preocupações inscritas no Caderno Reivindicativo que se prendem com a actualização não apenas dos salários da Administração Pública, na ordem de 100%; mas também do Salário Mínimo na ordem dos 100 mil kwanzas, bem como a redução da carga fiscal, que tem sido um verdadeiro leão face aos parcos rendimentos dos trabalhadores;

2 – As Centrais Sindicais consideram, por outro lado, que a posição unilateral do governo de determinar o que deve ou não oferecer aos trabalhadores, independentemente do custo de vida e do nível de inflação, reflecte a indiferença do governo com as preocupações reais dos trabalhadores;

3 – As Centrais Sindicais gostariam de lembrar que a reivindicação em curso tem em vista não apenas ver actualizado o salário da Administração Pública, mas também do Sector Empresarial Público e Privado, por via da actualização do salário mínimo e da redução da carga fiscal;

4 – Em face da indiferença, bem como ausência de propostas concretas em sede das negociações, as Centrais Sindicais reafirmam a paralisação de todas as actividades a partir de segunda-feira, DIA 22 DE ABRIL.

A FOME NÃO É UMA ESCOLHA

Luanda, 19 de Abril de 2024

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