CEO da Fundação M3M detido nos Estados Unidos por furto – Rifen Miguel é filho do empresário Riquinho
CEO da Fundação M3M detido nos Estados Unidos por furto - Rifen Miguel é filho do empresário Riquinho
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O angolano Rifen Amílcar Fernandes Miguel, CEO da Fundação M3M, esteve recentemente detido nos condados de Pinellas County Sheriff e Orange, estado da Flórida, nos Estados Unidos da América, de acordo com registos oficiais das autoridades norte-americanas, consultados pelo Imparcial Press.

Rifen, de 26 anos, é irmão de Selton Miguel, jogador de basquetebol angolano que atua nos Estados Unidos e figura no plantel universitário da Universidade de Maryland, e filho do empresário Henrique Miguel, mais conhecido por Riquinho.

Segundo documentação consultada, as detenções ocorreram em diferentes jurisdições daquele estado e estão associadas a processos de natureza criminal e civil.

Um dos registos indica que Rifen Miguel esteve sob custódia policial no âmbito de um processo por furto de segundo grau (petit theft), uma infração classificada como contravenção, sob jurisdição do Departamento de Polícia da cidade de Ocoee.

Nesse processo, foi fixada uma caução, o que permitiu a sua libertação provisória enquanto o caso segue os trâmites legais.

Paralelamente aos processos judiciais nos Estados Unidos, Rifen Miguel enfrenta alegações apresentadas por várias famílias e atletas africanos, com destaque para jovens oriundos de Angola, Nigéria e outros países do continente.

Os denunciantes afirmam ter sido lesados em esquemas relacionados com promessas de bolsas de estudo desportivas naquele país.

De acordo com relatos recolhidos junto de encarregados de educação e atletas, o responsável da Fundação M3M terá cobrado valores elevados, na ordem de dezenas de milhares de dólares, com a promessa de assegurar vagas em escolas secundárias, colégios universitários e universidades norte-americanas, associadas a bolsas de estudo na modalidade de basquetebol.

No entanto, segundo os queixosos, muitas dessas oportunidades nunca se concretizaram, sem que houvesse devolução dos montantes pagos.

Algumas famílias relatam ainda que, após efetuarem os pagamentos, deixaram de conseguir contacto com o dirigente, situação que motivou a apresentação de queixas formais e alertas junto de entidades ligadas ao desporto e à formação académica.

Os registos judiciais consultados indicam igualmente o envolvimento de Rifen Miguel num processo de despejo residencial na Flórida.

Em Janeiro de 2024, uma entidade proprietária de um imóvel interpôs uma ação de despejo no Tribunal do 13.º Circuito Judicial do Condado de Hillsborough, alegando incumprimento contratual no arrendamento de uma residência.

O processo foi posteriormente encerrado com o estatuto de “disposto”, não sendo públicos os termos do seu desfecho.

Até ao momento, não existe registo de condenação judicial definitiva relacionada com as alegações de burla envolvendo atletas africanos. Os diferentes processos encontram-se em fases distintas, estando alguns ainda sob investigação.

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