
O inspector Edson da Conceição Luís Paulo, de 38 anos, chefe de brigada no Departamento de Investigação Criminal do Município do Hoji-ya-Henda, foi executado na noite desta sexta-feira, 22 de agosto, no bairro Popular, município da Maianga, em Luanda.
A vítima seguia a bordo da sua viatura de marca Hyundai, modelo Sonata, com o fito de visitar os pais, quando foi surpreendida por quatro homens armados em duas motorizadas, que o alvejaram com sete tiros à queima-roupa.
Segundo testemunhos recolhidos, por volta das 20h10, dois dos atacantes aproximaram-se do veículo, abriram a porta e dispararam sucessivamente contra o oficial, atingindo-o no peito, abdómen, pernas e braço. Enquanto isso, os outros dois cúmplices controlavam a área para evitar qualquer intervenção.
Após a execução, os agressores retiraram a pistola do inspector, mas deixaram o carregador dentro do carro. O telemóvel da vítima também desapareceu e, até ao momento, encontra-se em parte incerta.
A forma como a ação foi conduzida levanta suspeitas de um crime planeado e executado com frieza, afastando a hipótese de assalto casual.
Especialistas em segurança, citados por fontes ligadas à investigação, classificam o homicídio como “qualificado, com dolo e premeditação”, apontando que os executores conheciam bem os movimentos do inspector.
Edson Luís Paulo, filho de um comissário aposentado, exercia funções no combate a crimes violentos e era descrito pelos colegas como “um profissional dedicado, simples e de trato fácil”.
Natural do bairro Popular, onde cresceu, o inspector residia actualmente no Zango. Deixa viúva e filhos, e, segundo colegas, tinha “tudo para um futuro brilhante” na carreira policial.
As autoridades ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. A possibilidade de “queima de arquivo” – pela eventual posse de informações sensíveis sobre redes criminosas – está entre as linhas de investigação.