Cheiro nauseabundo e assaltos ameaçam moradores da centralidade do Kilamba
Cheiro nauseabundo e assaltos ameaçam moradores da centralidade do Kilamba
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Se por um lado cogita-se haver uma franja de cidadãos que tencionam dar mais um voto de confiança ao cidadão e político João Gonçalves Manuel Lourenço ao cadeirão máximo da República, caso haja essa possibilidade constitucional – perfazendo assim três mandatos consecutivos (2017 a 2032), por outro lado há um grupo de cidadãos residentes na Centralidade do Kilamba, sito no distrito urbano da Cidade Universitária, município de Talatona, em Luanda, que ponderam, caso não se resolva com urgência, abandonar aqueles apartamentos por causa do elevado cheiro nauseabundo e dos constantes assaltos que sufoca diariamente aquele que até então já foi considerado “o maior projecto urbanizado do país”.

Uma situação que, mais do que deixar preocupado os cidadãos que fazem daquela zona urbanizada de Luanda o seu ganha pão, tem vindo a criar fortes constrangimentos à saúde e à segurança pública daqueles moradores e vendedores ambulantes que naquele espaço vivem e labutam, segundo apurou o Imparcial Press numa ronda feita.

De acordo com os cidadãos Jacob Paulo, Nando Pires e Maria Mateus, funcionários públicos e residentes na referida centralidade há mais de oito anos, consideraram ser uma realidade difícil de suportar, uma vez que, segundo avançam, é a questão da saúde e segurança pública que se encontra em jogo.

“No começo, senhor jornalista, tudo parecia um mar-de-rosa residir nessa Centralidade. Mas hoje, por causa do elevado cheiro nauseabundo e dos constantes assaltos que nos sufoca amiúde, muitos moradores tencionam abandonar seus apartamentos”, explicaram.

Já Freita de Morais e Camilo Fernandes, vendedores ambulantes e que fazem daquela primeira zona urbanizada de Luanda o seu ganha pão, confessaram não ser fácil lidar com aquele cheiro nauseabundo [e de outros problemas] que ninguém supostamente conhece a verdadeira causa ou origem.

“Não tem sido fácil, na verdade, lidar com esse cheiro nauseabundo [e outros graves problemas] que sufoca essa que é por sinal a primeira centralidade do país, mas não temos outra escolha, porquanto é aqui onde conseguimos o nosso ganha pão. Só esperamos que haja uma imediata intervenção do governo provincial de Luanda, se for o caso, sob pena de os apartamentos ficarem desabitadas”, apelaram.

Ainda segundo os mesmos moradores que se dizem, por outro lado, vítimas dos amigos da desordem, a criminalidade é um calvário que afecta aquela centralidade. Ou seja, para aqueles citadinos que clamam por ajuda, a criminalidade, regra geral, tem sido frequente e praticada alegadamente em qualquer hora, principalmente no entardecer do dia.

Amândio Gaspar e Fernando Pedro, dois jovens moradores há mais de 5 anos, por exemplo, disseram, na ocasião, já terem abortado uma alegada tentativa de assalto à mão armada, por volta das 14h, a uma senhora que aparentava sair das vendas.

“Aqui no Kilamba há espaços que, infelizmente, já ninguém anda com segurança porque a criminalidade tomou conta do espaço. Aqui todos vivem e andam desconfiados uns aos outros. Os gajos não têm hora de praticar suas macabras acções. Nós, por exemplo, abortámos, em plena luz do dia, a tentativa de um assalto à mão armada a uma senhora que aparentava sair das suas vendas ambulantes”, contaram.

Ana Bela, outra moradora, mais do que confirmar a triste realidade porque passam, atirou, na ocasião, toda a culpa aos efectivos da polícia destacados naquela zona da província de Luanda de pouco ou nada fazem para ver a situação ultrapassada.

PROSTITUIÇÃO

Um outro problema que deixa agastado aqueles moradores do município de Talatona, segundo apurou o Imparcial Press, tem a ver com a exagerada prática do comércio de sexo, vulgo prostituição, que, segundo dizem, mais do que manchar a imagem da própria centralidade, está a mexer com a ética e a moralidade das pessoas que aí habitam.

A administração da referida centralidade, prosseguiram, tem domínio do assunto; pelo que então apelam ao governo provincial de Luanda a reagir positivamente nos próximos dias.

O Imparcial Press ouviu, como habitual, a analista e cientista social Marieth da Costa, que considerou a situação bastante preocupante e, não obstante, apelou ao Estado – na pessoa do Governo da Província de Luanda (GPL) – a colocar mão na referida situação sob pena de vermos um projecto habitacional que custou milhões e milhões dos cofres públicos desabitado.

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