
O Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA) está a ser acusado de ingerência em assuntos internos de igrejas não filiadas à sua organização e de desrespeito às decisões dos tribunais angolanos.
As denúncias surgem no contexto de um conflito com a Igreja da Fé Apostólica (IFA), que aponta o CICA como mentor de acções que revertem a essência do evangelho e promovem um evangelismo baseado no racismo.
De acordo com fontes ligadas à IFA, o CICA tem prestado apoio ao pastor Hilídio Chilanda, mesmo após decisões judiciais que o impedem de atuar em nome da Igreja da Fé Apostólica.
As sentenças proferidas pelo Tribunal da Comarca de Luanda em 2019 e, mais recentemente, pelo Tribunal da Comarca do Huambo, determinaram que o referido pastor não pode usar o nome, logotipo, marcas e uniforme da IFA.
No entanto, segundo as acusações, o secretário-geral do CICA, Vladimir Agostinho, ignorou as decisões judiciais e chegou a presidir, no ano passado, a Conferência da Betânia, onde foram usados, de forma ilegal, os símbolos e a identidade da Igreja da Fé Apostólica.
As lideranças da IFA afirmam que o CICA tem incentivado o pastor Hilídio Chilanda, que se auto-intitula supervisor nacional e representante legal, a desafiar e desrespeitar a autoridade do líder mundial da Igreja da Fé Apostólica, Rev. Dunca Lee, sob argumentos de carácter racista.
Para os denunciantes, essa postura do CICA representa uma afronta à Constituição da República de Angola e ao Estado de Direito, uma vez que incentiva o desrespeito às decisões judiciais, promovendo divisões dentro da comunidade cristã.