
Familiares, colegas e amigos do jornalista Octávio Pedro Capapa apelaram à intervenção do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e do partido no poder (MPLA), no sentido de viabilizar apoio médico e social ao profissional, que atravessa um quadro clínico considerado grave.
O Imparcial Press apurou junto de pessoas próximas que o jornalista enfrenta múltiplos problemas de saúde, entre os quais diabetes tipo 2, cancro do esófago e glaucoma, patologia que lhe tem provocado limitações significativas de visão.
Actualmente, encontra-se a alimentar-se por sonda, o que tem agravado as dificuldades da família para assegurar um acompanhamento médico adequado e contínuo.
Os familiares referem ainda que Octávio Capapa tem uma irmã residente na Namíbia, com domínio da língua inglesa e conhecimento do sistema hospitalar daquele país, o que poderá facilitar um eventual encaminhamento para tratamento no exterior, caso existam condições institucionais e financeiras para o efeito.
Militante do MPLA, Octávio Pedro Capapa é uma figura histórica da comunicação social angolana, tendo-se destacado como locutor do programa “Angola Combatente” da Rádio Nacional de Angola, nos anos 90.
A sua voz tornou-se uma referência nacional, sobretudo durante o período da guerra civil, quando desempenhou um papel central nos espaços radiofónicos de informação, contra-informação e mobilização patriótica, marcando particularmente a geração dos anos que antecederam e sucederam as eleições gerais de 1992.
Natural de Benguela, viveu parte da adolescência numa missão católica, onde chegou a frequentar formação religiosa, antes de se fixar em Luanda com a família, na condição de deslocados internos devido ao contexto de instabilidade no país.
Em Setembro de 2021, contraiu matrimónio com Fátima Correia, numa cerimónia discreta realizada no município de Viana. O casal vive junto há mais de duas décadas e é pai de quatro filhos, sendo a mais nova com 10 anos de idade.
Perante o agravamento do seu estado de saúde, colegas e amigos defendem que o jornalista, pelo contributo relevante que prestou ao país e à comunicação social, merece acompanhamento institucional adequado, apelando a uma resposta solidária e célere das entidades competentes.