Crimes cibernéticos em Angola à lagardére – Eng.º Eric Martins
Crimes cibernéticos em Angola à lagardére - Eng.º Eric Martins
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Angola apesar de ser elogiada aquando da 26 ª conferencia regional africana da Interpol sobre os crimes cibernéticos, ainda continuamos a registrar alguma falta de celeridade quanto a criação de mecanismo para proteção de dados de instituições publicas e privadas bem como formação de quadros.

Temos em carteira o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de incidente Informáticos (CERT) que será espécie de um Security Operation Center (SOC) que trabalhara na detenção e prevenção destes ataques cibernético, mas desde seu anuncio ainda não verificamos sinais ou previsões conclusivas.

Os recentes ataques as instituições como ENDE, COSAL e a INFRASAT (este último os hackers solicitaram 60.000.00 USD como pagamento para não exposição de dados sensíveis) demonstram que devemos ter postura diferente ao assunto. Indigna-me dois pontos a referir sobre o assunto:

  1. Angola não aderiu a convecção de Budapeste que é um tratado internacional sobre direito penal e direito processual penal, firmado no âmbito do Conselho da Europa a fim de promover a cooperação entre os países no combate aos crimes praticados por meio da Internet e com o uso de computadores. Muito se tem falado da característica Transnacionais destes crimes o que significa que e mais difícil combate isolado. (vale referir que angola é apenas membro da convecção de Malabo).
  1. Conselho de Segurança Nacional não tenha quadros ligados as TIC’s uma vez que contribuições dos mesmos, estando próximo ao Presidente da Republica poderiam salvaguardar o futuro progressivo do sector, bem como acentuar a importância do mesmo.

Devido a grande onda de digitalização dos serviços e massificação das empresas no ramo digital, as instituições serão obrigadas a assegurar a sua informação para aquilo que chamamos Cybersecurity Insurance ou seguro de responsabilidade cibernética que funciona mediante um contrato que uma entidade pode adquirir para ajudar a reduzir os riscos financeiros associados à realização de negócios ou serviços online. Instituições que armazenam dados confidenciais de clientes, parceiros, transações electrónicas.

Este tipo de serviço será nas próximas épocas essências dividindo-se em:

  • Seguro Cibernético Primário (Cobre todos custos relacionados a ataque cibernético,)
  • e Seguro Cibernético de terceiros (pode ser comparada ao seguro com teor de responsabilidade civil profissional, no sentido de que caso a empresa esteja a ser processada por outra por erros que cometeu e levou a perdas ou danos dessa empresa).

Angola encontra-se motivada para a digitalização das suas infraestruturas/serviços com o fito de ter eficiência e ter rápida resolução de alguns problemas, mas se essa vontade não for directamente proporcional a literacia tecnológica estaremos em grande desvantagem face aos crimes cibernéticos

*Licenciado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Católica de Angola

  • Mestrando em Gestão de redes e Computadores.
  • Membro da Ordem dos Engenheiros de Angola.
  • Profissional a nível de redes Cisco (CCNP).
  • Membro Fundador da Associação Vida &Luz (Filantropia)
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