
O partido dos camaradas na província do Cuando Cuango andam de vento em polpa e ao sabor da megalomania de José Martins com beneplacencia de Maricel Capama, secretária do Bureau Político para Política Social.
Foram registradas várias atrocidades em 2022, no que toca alista de candidatos a deputados, de igual modo, nas escolhas dos primeiros secretários municipais e do segundo provincial do MPLA. Para fechar a chave de ouro, os mesmos ainda aplicam medidas sancionatórias ao Rei Carlos Cangadzi que responde pela região do Cuchi.
O ponto número cinco do comunicado final da III Reunião Ordinária do Comité Provincial do Cuando Cubango – MPLA, no município do Cuchi, espelha melhor o quanto o membro do Bureau Político e primeiro secretário, José Martins, e Maricel Capama, secretária do BP para política social, tem conduzido arrogantemente este barco que, para muitos militantes, andam à deriva e cuitonizado com os seus amigos e parentes.
Rei Carlos Cangadzi é vítima desta dupla por ter aconselhado simplesmente o próprio primeiro secretário provincial do MPLA a exonerar o primeiro municipal de Cuchi do MPLA e administrador municipal do Cuchi, Joaquim Assureira Catarina de Oliveira, pela prática de corrupção, desvio de verbas e nepotismo que o mesmo [Assureira] tem feito na Administração Municipal, no âmbito da Lei de Probidade pública (Lei nº 3/10, de 29 Março).
A título de exemplo do que aconteceu no município do Kalaycom seu pupilo Tiago Lussaty Nunda, pois ele [José Martins] reagiu de forma diferente porque os regedores, rainha e outros membros da corte avisaram ao governador que devia levar seu pupilo, caso contrário o levaria no caixão (morto), porém ninguém foi sancionado na corte do Kalay.
José Martins obedeceu (engoliu a seco o seu orgulho) e o levou mesmo para o município do Menongue e o agraciou com um novo cargo no MPLA.
A pequenez de José Martins é tanta que teve a ousadia de aplicar um processo disciplinar (censura registada) ao Rei Carlos Cangadzi, conforme a Resolução sobre Aplicação da Sanção Disciplinar datada de 27 de Maio de 2023. Isto demonstra que o José Martins e Capama querem dirigir o partido à moda da Coreia do Norte, e que não convém ninguém aconselhá-los.
José Martins entende que o MPLA no Cuando Cubango é propriedade exclusiva do Cuito Cuanavale. A título de exemplo, é só ver como hoje está composta a listados membros do Comitê Central do Partido na província, exceptuando os que entraram pelo circo nacional da JMPLA.
Até aqui, todas as pessoas que foram indicadas por ele [José Martins] são seus familiares – tio, primo, irmã e, inclusive, amigos – vindo do município heroico do Cuito Cuanavale.
Ainda sobre a lista dos candidatos a deputado do ciclo provincial, é regra básica que os primeiros devem constar são: secretários provinciais do MPLA, da OMA e da JMPLA e depois vem os militantes mais destacados e intelectuais, de modos a defenderem melhor a província.
Mas, a dupla Capama e José Martins manipulou a lista, e no circo nacional foram colocados os nomes da sua cunhada (esposa do seu irmão, actual director do IMS de Menongue) e a sua sobrinha (Amélia), em detrimento do actual secretário provincial da JMPLA. Neste processo de indicação de candidatos a deputados, os membros da Comissão Executiva, particularmente o ex-director provincial da Saúde, Mirco Macay, não concordaram com a lista e conheceram o fel de José Martins e Capama, com a exoneração.
Como José Martins está habituado a trocar os pés pelas pernas (e pensar com joelho), disse que o candidato da JMPLA não foi elegível por ter processo junto à Procuradoria Geral. E para sustentar as suas mentiras, aventa narrativas de possível processo judicial, pois entende-se que agora José Martins também tem a função de instrutor, procurador e juiz do Cuando Cubango.
A gota de água é a indicação do actual segundo secretário provincial, João Yambo Miguel, pessoa que, até ao momento, teve ascensão meteórica tanto no partido quanto no Governo. E é muito espezinhante e humilhante para alguns militantes que conhece, e tem experiência acumulada, ver o nepotismo (um mal que camarada presidente jurou, aos todos militantes, combater) a triunfar no partido.
Os militantes veem a arrogância, nepotismo e regionalismo a tomar conta do partido no Cuando Cubango. Ao caminhar assim, José Martins prepara o partido para ganhar eleições com um único município (Cuito Cuanavale),que, feitas as contas, não elege nem sequer ele mesmo.
É importante que a direcção central do MPLA perceba que o partido, no Cuando Cuango, está doente (militante de proa desanimados com tamanha falta de respeito do actual primeiro secretário), e está muito mal acompanhado por Maricel Capama, que é corrupta.
Percebemos hoje que José Martins, também conhecido por Mwene Vumba, sente-se soberano e único legítimo dono do Cuando Cubango, é na história de Angola o único primeiro secretário provincial a sancionar um soberano Nganguela. Ele não aprendeu nada com a história do Kamutukulo.
Os militantes