
Cerca de 13 trabalhadores da empresa de reciclagem de plástico e papelão “Full Bliss Angola” perderam a vida na madrugada desta terça-feira, 17, no município do Lucala, província do Cuanza Norte, na sequência de um aparatoso acidente de viação.
Além das 13 vítimas, o acidente deixou outros 30 trabalhadores daquela empresa gravemente feridos. O Imparcial Press sabe que o motorista do camião que embateu contra a viatura (uma carinha, que transportava os trabalhadores feito animais), também perdeu a vida no local, perfazendo assim 14 mortos.
Em declarações à imprensa, o comandante municipal da Polícia Nacional no Lucala, intendente Miguel Mucutunda, informou que o sinistro ocorreu por volta da uma hora, na estrada nacional número 230.
Sabe-se que os sobreviventes foram transportados ao Hospital Provincial do Cuanza Norte, em Ndalatando, onde estão a receber assistência médica, ao passo que os mortos encontram-se na morgue da mesma unidade hospitalar.
O director clínico da referida unidade, António Costa, afirmou que três dos feridos encontram-se em estado grave, nos cuidados intensivos, com traumatismo craniano e os demais apresentam múltiplas fracturas e ferimentos
Até ao momento não estão determinadas as causas do acidente, mas presume-se que pode estar relacionada com o excesso de velocidade aliada a falta de prudência.
A empresa “Full Bliss-Angola” está localizada na Zona de Desenvolvimento Industrial de Lucala, na província de Kwanza Norte, em Angola, tem sido desde 2016 uma das fontes principais de produção de artigos provenientes de plásticos e papelões reciclados.
A mesma nasceu por conta de um investimento inicial de cerca de 40 milhões de kwanzas, e que se transformou num ‘monstro’ da região, que processa e recicla mensalmente perto de 350 toneladas de resíduos sólidos, traduzindo-se numa média de mais de 4 200 toneladas por ano e possui uma capacidade de produção anual acima das 2000 toneladas de papelão.
Constituída no dia 22 de Janeiro de 2016 através do investimento estrangeiro aprovado pela ANIP em 2015, com objecto social a reciclagem e indústria de plásticos, a empresa foi composta com um capital total de cerca de 40 milhões de kwanzas, dividido e representado por duas quotas repartida em 38 milhões de kwanzas do empresário chinês Qiang Fu, correspondente a 95% e cerca de 2 milhões de kwanzas da empresária angolana Lagrima Magnólia da Cruz António, correspondente a 5%.
A empresa opera com uma força de trabalho constituída 90% por angolanos, que dia e noite movimentam essa indústria que abastece todo território nacional com produtos produzidos localmente.
Sacos de plantas e mudas para sementes, artigos plásticos, pelicula de enrolar industrial, sacos para perucas, pre-formado de garrafa plástica e mangueira plástica de micro-irrigação agrícola, embalagens de ovos, sacos para indústria pesqueira, grão de plástico reciclado, cabelos/postiços, entre outros produtos constituem o leque de produtos produzidos e distribuídos nas 18 províncias deste país lusófono.