Cuanza Sul: Administrador de Capolo sob suspeita de encobrir grupo de delinquentes e obstruir justiça no caso “Ngola Lombo”
Cuanza Sul: Administrador de Capolo sob suspeita de encobrir grupo de delinquentes e obstruir justiça no caso "Ngola Lombo"
Administrador de Capolo

O administrador comunal de Capolo, Raimundo Manuel Magalhães, está no centro de uma polémica que envolve alegações graves de obstrução à justiça e conivência com actos de violência na aldeia de Ngola Lombo, município de Porto Amboim, província do Cuanza Sul.

De acordo com informações obtidas pela redação do Imparcial Press, desde 2023, um grupo de indivíduos, identificados como Eliseu Manico, Moisés Raimundo (conhecido como Man Trapa), Elísio Vieira (Man Fúquia), Neves Ferraz (Style), Almeida Ferreira (Amerí) e Joaquim Kipapa (Tio Kanhanga), tem promovido uma série de ataques violentos contra o ex-soba Adolfo M. Quissanje, o ex-soba adjunto Jeremias Quissanje e seus familiares. As motivações estariam ligadas a disputas pelo sobado local.

Em 21 de Março do ano em curso, o grupo teria organizado um ataque premeditado, mobilizando jovens armados com paus, catanas e serrotes, com o objectivo de eliminar os ex-sobas e seus parentes.

A intervenção de populares impediu o pior, mas o episódio resultou em ferimentos graves e no deslocamento forçado de 27 famílias, incluindo cerca de 70 crianças que abandonaram a escola.

Apesar da gravidade dos acontecimentos, denúncias apontam que o administrador Raimundo Magalhães teria liderado uma comissão para apurar os factos, mas omitiu elementos cruciais, como os saques e o deslocamento das famílias.

Há igualmente suspeitas de que Raimundo Magalhães tenha alertado os agressores sobre mandados de captura, permitindo que fugissem para áreas de difícil acesso, conhecidas como “ilhas”, dificultando a ação das autoridades.

A Procuradoria abriu um processo (nº 52/025/SM II PA) contra os supostos agressores, emitindo notificações e mandados de captura. Contudo, há alegações de que Raimundo Magalhães teria alertado os acusados, permitindo sua fuga para áreas de difícil acesso, conhecidas como “ilhas”, dificultando a ação das autoridades.

As vítimas, agora deslocadas para localidades como Luanda e Cabo Ledo, clamam por intervenção do governo provincial do Cuanza-Sul, buscando segurança e justiça.

A comunidade espera uma intervenção decisiva do governo provincial do Cuanza-Sul para restaurar a ordem e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados.

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