
A Direcção Municipal da Saúde de Waku Kungo, província do Cuanza-Sul, está a ser alvo de críticas devido a alegadas práticas de partidarização no processo de recrutamento de voluntários para campanhas de saúde pública.
Segundo informações recolhidas pelo Imparcial Press, o director municipal, Carlos da Silva Azevêdo, tem orientado que apenas jovens associados a JMPLA, braço juvenil do MPLA, sejam selecionados para participar em iniciativas como campanhas de vacinação e distribuição de mosquiteiros.
Esta postura, considerada discriminatória, tem excluído membros da comunidade com experiência e maior capacidade de mobilização, em violação dos princípios de imparcialidade, igualdade e beneficência que devem pautar a administração pública.
Fontes locais relatam que a situação agravou-se recentemente durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Jovens sem experiência e até menores de 18 anos teriam sido destacados para a actividade, o que resultou numa avaliação negativa do município por parte da monitoria da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Moradores e profissionais da área da saúde em Waku Kungo manifestam preocupação com as consequências destas práticas, sublinhando que a politização das instituições públicas mina a qualidade dos serviços prestados e compromete o sucesso de iniciativas de saúde fundamentais, como a imunização infantil e o combate ao paludismo.