Cuanza Sul: Director do gabinete do governador “põe a mão” no dinheiro do PIIM em nome deste
Cuanza Sul: Director do gabinete do governador "põe a mão" no dinheiro do PIIM em nome deste
Quintas M

O actual director do gabinete do governador provincial do Cuanza Sul, identificado por Quintas Manjane, está a ser denunciado – por um grupo de funcionários – de praticar os crimes de “corrupção activo”, “tráfico de influências”, “peculato” e tanto, a nível da gestão do governo local, em nome do seu chefe, apurou o Imparcial Press junto de uma fonte fidedigna.

“A província do Cuanza Sul nunca vai desenvolver com este senhor no gabinete do governador Job Capapinha, porque ele fecha toda comunicação com o titular da província, cria barreiras, inventa calúnias contra os administradores e directores municipais para serem exonerados, caso não aceitem colaborar no desvio do dinheiro do PIIM através de empresas por ele indicadas”, começou por denunciar uma fonte ligada ao sector de Obras Públicas e Urbanismo.

Segundo a fonte do Imparcial Press, Quintas Manjane, proveniente do leste de Angola, é supostamente um autêntico “bandido” sistemático desde que ascendeu ao cargo de director do gabinete de Capapinha, de quem conseguiu conquistar a confiança para depois tomar o poder e controlo total da esfera do Governo provincial.

De acordo com a nossa fonte, Manjane chamou para si duas peças-chaves sob o seu domínio, fazendo um “Trio de Ataque” ao bem público, sem qualquer punição. Trata-se de Heitor Alfredo, director do gabinete das Obras Públicas no Cuanza Sul, e Manuel Santana, braço direito nas acções de Job Capapinha a nível do partido MPLA no Cuanza Sul, ostentando de igual modo o cargo de secretário de informação e propaganda do partido que governa Angola desde 1975.

A equipa – onde Quintas Manjane é o mais endinheirado de todos – criou um sistema, usando o nome do governador Job Capapinha, onde todos os administradores municipais, nos projectos do Planos Integrado de Intervenção nos Município (PIIM), devem, forçosamente, aceitar a contratação de empresas privadas por si propostas nos concursos simulados, para depois dos orçamentos pagos às empresas pelo Estado, com o dinheiro do povo angolano, subtrai de si a parte que lhes convém (as empresas entregam em “cash”) ao “Trio de Ataque”, sendo que Manjane  fica com a maior fatia do bolo. 

Este esquema de corrupção acontece normalmente sob olhar sereno e impávido do governador, como aconteceu, por exemplo, nos municípios de Cassongue, Quilenda, Porto Amboim, Ebo, Seles, Conda, Cela, Mussende, Amboim e Conda, onde todos estes tiveram que sobrefacturar as obras do PIIM para entregar parte do dinheiro, já em mão, ao Quintas Manjane, que ainda continua impune.

Outrossim, no âmbito do Programa de Combate à Fome e a Pobreza, Manjane tem estado, usando como sempre o nome de Job Capapinha, a orientar alguns administradores municipais para que dos 25 milhões de kwanzas cabimentados mensalmente pelo Ministério das Finanças, devem subtrair pelo menos 10 milhões, sendo que este dinheiro sai por via de algumas empresas privadas através de “obras fantasmas”, para posterior entregar o dinheiro em mão ao Manjane, que ordenou as administrações arranjarem forma de como justificar o desfalque. 

As incessantes práticas de desvios de fundos públicos pelo “Trio de Ataque” capitaneado pelo director do gabinete do governador Capapinha, membro de pleno  direito, do famoso “corredor do leste”, sua proveniência, poderão levar brevemente o administrador do município de Cassongue, David Domingos, às barras dos tribunais.

Por ambição desmedida no desvio do erário, razão pela qual a província do Cuanza Sul não desenvolve em infra-estruturas uma vez que o famigerado “Trio de Ataque” amealha tudo e “mixa” até na “mixa”, segundo as informações.

Uma das suas vítimas, o estreante administrador municipal de Cassongue, David Domingos, anda de mãos atadas, tudo porque na governação de Job Capapinha os administradores municipais e directores não têm acesso directo com Capapinha, por impasse criado pelo seu director de gabinete.

Há informações de que Quintas Majane e o seu complô mandaram transformar a obra do Hospital Municipal de Cassongue, que era de âmbito municipal para provincial. Todos os procedimentos concursais foram efectuados e executados sob a coordenação de Manjane, coadjuvado pelo director das Obras Públicas no Cuanza Sul, Heitor Alfredo, com o custo de 500 milhões de kwanzas.

O “Trio de Ataque” chamou para si o controle da obra e consequentemente o dinheiro. O Cassongue supostamente previa requalificar as ruas da vila, e o governo local procedeu com os trâmites exigidos por lei, tendo encontrado a empresa “Engevia”, a quem se iria adjudicar as obras de melhorias das vias no município de Cassongue. Surpreendentemente, por supostas ordens superior (de Job Capapinha), anulou-se os procedimentos feitos pela administração municipal de Cassongue com a referida empresa, e, por conseguinte, mais uma vez a equipa de Manjane apresentou uma outra [empresa] proveniente da Lunda Norte, de sua conveniência, mas sem condições técnicas para o arranque das obras.

Face a este grau de injustiças protagonizadas por Quintas Majane, director do gabinete do governador da província do Cuanza Sul, um grupo de funcionários do governo daquela província e das administrações municipais, em nome da justiça e do povo angolano, solicitam a intervenção da IGAE, Procuradoria Geral da República e Serviço de Investigação Criminal, a averiguarem com base nesta denúncia.

Como chegou a director?

Proveniente do leste de Angola, Quinta Manjane chegou há 10 anos a Cuanza Sul, sendo a sua primeira paragem no município do Mussende. Mais tarde, com ajuda de amigos, conseguiu chegar ao Sumbe, onde se enquadrou na docência, sob o título de “sociólogo” sério, antes de inclinar no mundo da música, no estilo Hip-Hop.

Manjane chegou ao Sumbe a fazer campanha política a favor do extinto partido Frente para Democracia (FpD) e depois do Partido Renovador Social, com a clara missão de destruir o MPLA a nível da província. O insucesso das suas facetas era tanta que, mais tarde, se tornou um reles comentarista na mídia privada local. 

Hoje é um dos mais endinheirados da província por causa das constantes ameaças que faz aos administradores, pois quem não aceita as suas propostas, todas em nome do governador Capapinha, ameaça (ele) propor ao governador para a sua exoneração.

De 2013 a 2020, já mais as pessoas próximas a si esperavam de Manjane tal postura como é descrito actualmente, desde que ascendeu ao cargo, como “persona non grata”.Antigamente, o mesmo atravessava uma vida difícil, dependendo de ajuda de amigos daqui e da colá para conseguir a sua sobrevivência e se enquadrar na sociedade do Sumbe, capital do Cuanza Sul.

Quintas Majane teve ainda ajuda – recorda a nossa fonte – de Micas Miquinho que o acolheu no Conselho da Juventude e o lançou para o areópago das palestras e depois teve como seu principal mentor Avelino Palanca, que o tornou comentador sendo por este caminho que, pela primeira vez, provou no “pote de mel” quando foi director do gabinete da ex-vice-governadora do Cuanza Sul, Maria de Lourdes Veiga.

Este por sua vez, se tornou ingrato até com o próprio Avelino Palanca, para não falar da própria Maria Lourdes Veiga, que sempre o tratou como filho. “Quintas Majane está agora a ameaçar todos os responsáveis administrativos em nome do governador”, salientou, revelando que, nos dias de hoje, tornou-se um verdadeiro predador sexual, envolvendo-se com maior parte das mulheres com falsas promessas de emprego, cargos de destaque em nome do poder que tem. 

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