
Viralizou nos últimos dias um vídeo amador onde se ouve uma cidadã nacional a lamentar, após adquirir de livre e espontânea vontade uma caixa de asinhas de frango numa das lojas de frescos, do produto, provocando um debate sobre os tipos de produtos importados para a comercialização no mercado angolano.
Em abono da verdade, é preciso entendermos que, em qualquer parte do mundo, a cadeia alimentar é regulada mediante a vontade, o gosto e a capacidade económica do consumidor final e não dos operadores económicos.
Pois, a venda deste produto e dos demais, nomeadamente: rabos, asas e coxas do peru; patas, moelas, carcaças, pescoços e coxas de frango; máscara, pata, cabeça, fígado, orelhas e cauda de porco; dobradas, fígado e rins de vaca, entre outras partes de animais, fazem tradicionalmente parte da nossa rica cultura gastronómica alimentar.
Chega até ser pecado apontarmos o dedo acusador aos operadores económicos (e ao governo), com acusações gratuitas de que são eles que determinam – no fim do dia – sobre o tipo de alimentos que milhares de famílias angolanas (e não só) colocam à mesa no sagrado momento de refeições (almoço e jantar). Quando, na verdade, são as donas de casas que decidem conforme as suas capacidades económicas.
Logo, não podemos manipular a opinião pública com afirmações descabidas e de má-fé sobre a existência de supostos alimentos indesejáveis no mercado nacional. Como se o consumidor final fosse coagido a adquirir este tipo de produtos para confeccionar e servir a sua família.
Por isso, pensamos nós que este debate sobre os alimentos que se comercializam no mercado nacional, e/ou o que se consomem é um não assunto. Mas, acreditamos nós que o consumidor final deve debater sobre a qualidade de produtos [alimentos] que os comerciantes colocam à sua disposição. Porque na hora das compras, todos escolhem produtos que vão consoante a sua dieta alimentar e com o tamanho do nosso bolso.
Ora, vejamos os exemplos:
Pessoalmente, gosto de petiscar, as vezes, o famoso rabo de peru (com aquele njindungo em pó, que vendem nos bairros Palanca, Mabor, Petrangol, Zango e em outros cantos de Luanda etc.) ou, uma boa makayabu (com molho de beringela), catatu e kikuanga. Portanto, é uma opção e não uma obrigação. Por isso, aqui vai um pequeno recado para os confusos: se não gostam (de asas de frango), não comprem!
Fim de papo.