Denúncia de escravidão na Solução Contact Center
Denúncia de escravidão na Solução Contact Center
Solução-CC

Os trabalhadores da empresa Solução Contact Center, responsável pela prestação de serviço ao cliente para as empresas Unitel e DSTV, denunciam ao SSL que são submetidos a um regime laboral que constitui um verdadeiro cenário de escravidão. “Sempre que tentámos criar SINDICATO, os colegas são demitidos”, denunciou a fonte.

De acordo com as fontes, a empresa não permite a criação de um sindicato, situação que impede os trabalhadores de verem os seus direitos defendidos, representando, assim, uma grosseira e inaceitável violação ao estatuído no artigo 50° da Constituição da República de Angola.

Quanto ao horário de trabalho, os funcionários trabalham oito horas por dia, seis dias por semana, correspondendo a um total de 26 dias por mês, estando os subsídios de alimentação e de transporte fixados em três mil e seis mil kwanzas, respectivamente.

“É incrível. E a primeira empresa que presta serviços na área. É muito sofrimento. Muitos colegas saem de lá acometidos com tuberculose”, lamentou uma fonte.

Seguno as informações, um operador da DSTV ganha 57 mil, quando a DSTV paga para cada trabalhador 200 mil kwanzas, ao passo que um operador de apoio à Unitel que trabalha das 14h00 às 22h00 ganha 57 mil kwanzas, quando, certamente, a Unitel paga para cada trabalhador cerca de 300 mil kwanzas.

Com sede no município de Talatona, província de Luanda, a Solução Contact Center opera no mercado angolano desde 2005. As instalações da empresa, no Talatona, foram apresentadas no dia 26 de Outubro de 2016, num evento prestigiado por representantes dos corpos directivos da Zap Fibra, Consulado Geral de Portugal, BNI, BPA, BFA, ENDE, MACON, entre outros.

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