Deputados do MPLA e do Partido Humanista mostram-se “insensíveis” as agressões contra esposa do radialista da Despertar
Deputados do MPLA e do Partido Humanista mostram-se "insensíveis" as agressões contra esposa do radialista da Despertar
Claudio e esposa

O Plenário da Assembleia Nacional votou, ontem (quinta-feira, 24), contra um requerimento do Grupo Parlamentar da UNITA, solicitando um voto de protesto contra actos alegadamente praticados contra a cidadã Ludmila Pinto, esposa do radialista e activista Cláudio In, da Rádio Despertar.

Curiosamente, os deputados do Partido Humanista de Angola (liderada pela jornalista e jurista Florbela Malaquias) também votaram contra o documento da UNITA que visava defender o bem maior (a vida) da cidadã nacional que tem sido, nos últimos tempos, vítima de uma perseguição sem precedente, que já resultou em ataques físicas e psicológicas graves.

O último ataque aconteceu na semana passada nos arredores do supermercado “Kero”, na centralidade do Kilamba, em Luanda.

Aquando do debate sobre o “chumbo” do requerimento proposto pelo grupo parlamentar da UNITA, durante a 2ª Reunião Plenária Ordinária da 1ª Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional, os deputados do grupo parlamentar do MPLA, o jurista Esteves Hilário e o sociólogo Paulo de Carvalho, deixaram claro que este é um caso da polícia nacional e não da Assembleia Nacional.

O deputado Esteves Hilário disse, a propósito, que se o plenário votasse favoravelmente o requerimento da UNITA, seria aberto, na história do Parlamento, um precedente absolutamente preocupante.

Para o deputado, num país com mais de 30 milhões de habitantes há indivíduos que diariamente são vítimas de assaltos, notando que esses indivíduos são tão cidadãos quanto a cidadã que foi objecto deste requerimento”.

Aclarou, contudo, “que isto não quer dizer que não nos solidarizemos com a situação”. Na óptica do deputado do MPLA, a Assembleia Nacional não é e não pode ser tratada como uma esquadra policial, onde os cidadãos fazem queixas sobre factos que lhes tenham ocorrido.

De igual modo, o deputado Paulo de Carvalho, também do MPLA, ressaltou que o grupo parlamentar do seu partido é também contra a violência, para quem o assunto em apreço não é de natureza política, “é um assunto que deve ser encaminhado às autoridades policiais”.

“Todos nós estamos sujeitos à violência por parte de quem quer que seja, nós próprios ao nível do nosso Grupo Parlamentar tivemos, em tempos, um caso de um deputado que foi raptado e, recentemente, este ano, o caso de um deputado que foi baleado”, aferiu.

O sociólogo Osvaldo Tchingombe ficou perplexo com a posição dos deputados da Assembleia Nacional, recordando que “Ludimila Pinto foi atacada várias vezes e um dos ataques aconteceu na sua residência onde foi agredida com uma arma branca e viu a sua casa a ser destruída, no entanto, quando os lúmpenos atacantes saiam da sua residência deixaram um recado para que a esposa dissesse ao seu marido [Claúdio In] para parar de falar e defender Adalberto Costa Júnior porque as coisas viriam a piorar.
Este episódio foi em época de eleições gerais e infelizmente ao longo desta semana a senhora voltou a ser atacada quando saía do supermercado “Kero Kilamba”, isto após seu marido receber uma mensagem que o ameaçava e anunciava o ataque contra a sua esposa.
Portanto, no sentido de pôr fim a tal perseguição, a UNITA decidiu abordar o assunto de forma muito mais institucional, levando o caso a “Casa das Leis”, curiosamente, o Partido Humanista que supostamente devia defender cidadãos em situações do gênero, ou seja, combater a violação sistemática dos Direitos Humanos surpreendeu a todos votando contra. Ou seja, a Bela Malaquias não lhe interessa a violação dos Direitos Humanos ainda mais tratando-se de uma mulher como ela e sendo Bela Malaquias que vive apregoando ter sofrida violência na Jamba amando de Jonas Savimbi devia ser a primeira a criticar o caso da senhora Ludimila Pinto por experiência, aliás, ela sempre disse que fundou o Partido Humanista com este fim, mas a prática está nos mostrando o contrário
”.

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