Descontentamento na Marinha de Guerra
Descontentamento na Marinha de Guerra
almirante valentin

Na Marinha de Guerra Angolana, surge um crescente descontentamento entre os militares devido à falta de promoções e graduações, desencadeando uma situação desafiadora para o Presidente da República e o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (CEMG/FAA).

A controvérsia tem como epicentro o não cumprimento do despacho do CEMG/FAA sobre o patenteamento dos militares e a exigência de ensino superior para promoções.

O Comandante da Marinha de Guerra Angolana, almirante Valentim Alberto António, contrariando o despacho do CEMG/FAA, optou por não promover os militares que estão há muito tempo no mesmo grau militar, criando um mal-estar dentro da instituição.

Enquanto outros ramos das Forças Armadas Angolanas realizaram promoções e graduações, a Marinha ficou estagnada, levando a questionamentos e frustrações entre os seus efectivos.

O principal ponto de discórdia reside na exigência de ensino superior para obtenção de patentes, estipulada pelo almirante Valentim Alberto António. Esta medida é vista como injusta por muitos militares, que argumentam que durante o período de guerra, a formação académica não era uma prioridade para aqueles que estavam na linha de frente.

A imposição desse requisito apenas para os efectivos que já estão na carreira militar há anos é considerada injusta e desrespeitosa pelos soldados e sargentos que lutaram pela paz no país.

A situação é ainda mais delicada quando se consideram os fuzileiros, que operam em áreas remotas como Noqui e Pedra de Feitiço, onde o acesso à educação formal é limitado.

Exigir ensino superior desses militares parece irrealista e fora de contexto. A falta de reconhecimento e promoções para esses profissionais pode resultar em consequências imprevisíveis.

É imperativo que o Presidente da República e o CEMG/FAA abordem essa questão com urgência, reconhecendo a importância da Marinha de Angola e ouvindo as preocupações legítimas dos seus membros.

O respeito pelos militares que serviram durante tempos difíceis e a implementação de políticas de promoção mais equitativas são fundamentais para manter a coesão e a eficácia das Forças Armadas Angolanas.

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