Despedimentos sem justa causa e falta de indemnizações na Embaixada de Angola nos Estados Unidos
Despedimentos sem justa causa e falta de indemnizações na Embaixada de Angola nos Estados Unidos
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Vários ex-funcionários da Embaixada de Angola nos Estados Unidos da América referem ter sido afastados das suas funções sem justa causa e sem o pagamento das indemnizações legalmente previstas, em situações que envolvem anteriores e a actual gestão da missão diplomática em Washington, D.C.

Segundo informações em posse do Imparcial Press, durante a gestão do então embaixador Joaquim do Espírito Santo (2019 – 2023), vários trabalhadores terão sido dispensados sem que os seus direitos laborais tenham sido salvaguardados. Entre os casos mencionados constam os de Olga, Celestino Gabriel, Gabi, Miguel e Vladimir.

O caso de Celestino Gabriel, já falecido, é apontado como um dos mais sensíveis. Antigo nacionalista que participou na luta pela independência de Angola, Celestino Gabriel terá falecido sem receber a indemnização a que teria direito, apesar de, de acordo com as informações, ter regressado à Embaixada nos meses que antecederam a sua morte para tentar resolver a situação.

Fontes do Imparcial Press indicam que o valor correspondente à indemnização terá sido enviado pelo Governo angolano, mas não chegou ao beneficiário final, havendo suspeitas de desvio de fundos.

Já no quadro da actual gestão, liderada pelo embaixador Agostinho de Carvalho dos Santos Van-Dúnem, são referidos novos casos semelhantes.

Um deles envolve a cidadã identificada apenas por Leila, empregada doméstica da residência oficial, que terá sido afastada das suas funções sem justa causa, numa decisão atribuída à responsável administrativa da missão, Lucinda Afonso, e ao próprio embaixador, não tendo recebido, até ao momento, qualquer compensação.

Outro caso citado é o de Nurith Verás, funcionária da Embaixada e irmã da jornalista da Televisão Pública de Angola (TPA), Hariana Salete Domingos da Silva Verás Victoria.

De acordo com a informação avançada, Nurith Verás terá sido pressionada a assinar um contrato de trabalho que violava seus direitos e deveres laborais. Ao recusar-se a fazê-lo, terá sido imediatamente despedida, sem justa causa nem compensação financeira.

Face a estes relatos, é defendida a necessidade de abertura de um inquérito à gestão administrativa e financeira da Embaixada de Angola em Washington, D.C., bem como a realização de uma auditoria aos fundos públicos enviados para o funcionamento da missão diplomática.

Os funcionários solicitam igualmente a verificação dos processos de cessação de contratos de trabalho e a regularização das indemnizações em falta, bem como a adopção de medidas que salvaguardem a legalidade, a transparência e a imagem institucional do Estado angolano no exterior.

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